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Economia

Brasil e Panamá assinam acordo de cooperação para produzir biocombustíveis

Arquivo Geral

10/08/2007 0h00

O Brasil e o Panamá assinaram hoje um acordo de cooperação na produção de biocombusíveis, information pills durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país, buy além de outros acordos bilaterais.

Os acordos foram assinados pelo ministro de Relações Exteriores, more about Celso Amorim, e o primeiro vice-presidente e chanceler panamenho, Samuel Lewis, após um encontro entre Lula e o colega do Panamá, Martín Torrijos.

Os dois governos assinaram um memorando para estabelecer uma “força-tarefa” para cooperação e troca de tecnologias de biocombustíveis, de acordo com as prioridades dos países.

O acordo – que tem uma vigência de três anos, com possibilidade de renovação – levou em consideração os interesses dos dois países pelo desenvolvimento de fontes energéticas “seguras, renováveis e ambientalmente sustentáveis”, afirmaram fontes oficiais.

A força-tarefa permitirá a transferência de tecnologia e a promoção e o consumo de biocombustíveis, em particular o etanol o e biodiesel. Além disso, estudará a utilização de facilidades logísticas para produção, uso, distribuição e venda de energia, para impulsionar programas conjuntos, de acordo com as mesmas fontes.

Segundo o acordo, a força-tarefa será formada por entidades do setor agropecuário, de energia e minas, ciência e tecnologia, meio ambiente, serviços públicos e comércio de ambos os países.

Lewis declarou à imprensa que o compromisso brasileiro de ajudar a desenvolver a indústria de biocombustível no Panamá, “especialmente o etanol, será de grande impacto” para o país panamenho “porque criará uma alternativa à gasolina e gerará novos empregos”.

Antes da assinatura dos acordos, o presidente panamenho condecorou Lula com a Ordem General Omar Torrijos – batizada em homenagem ao pai do atual presidente, já falecido.

Durante o ato, o governante panamenho destacou a “admiração e profunda amizade” que sente por Lula.

Torrijos afirmou também que a condecoração é reservada para as pessoas que lutaram pela soberania do país e se identificam com a luta contra a pobreza e a marginalidade. Além disso, ele destacou que é a primeira vez que o grau de Grande Cruz Extraordinária é entregue.

Lula agradeceu a condecoração e disse que achava que não merecia recebê-la das mãos do filho do general Omar Torrijos, que identificou como o responsável pela mudança crucial na história do Panamá.

O presidente brasileiro também se reuniu com empresários panamenhos e do Brasil, dos setores de comércio e investimentos. Durante o encontro, Lewis fez um convite para que os empresários brasileiros invistam nas obras de ampliação do Canal do Panamá e na economia do país centro-americano.

Segundo o chanceler panamenho, o Panamá “é a porta do Brasil para o Pacífico”. Após o encontro, os dois governantes almoçaram com empresários de ambos os países, e visitaram em seguida o Canal do Panamá.

Representantes das principais empresas de construção civil do Brasil, que acompanham Lula, afirmaram ter interesse em participar das obras de ampliação do Canal do Panamá, que duplicará sua área de embarque com um orçamento estimado em US$ 5,250 bilhões.

Segundo fontes oficiais, os dois governos também assinaram acordos sobre extradição, assistência jurídica mútua em matéria penal e transferência de pessoas condenadas.

Lula termina hoje no Panamá a viagem oficial à América Central iniciada na segunda-feira. Antes, o presidente esteve no México, em Honduras, na Nicarágua e Jamaica.

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