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Economia

Bets têm R$ 1,3 bi a devolver após saírem do ar, diz Fazenda

Bancos têm até 14 de outubro para restituir recursos a 26 milhões de apostadores, enquanto 40 contas são investigadas pela Polícia Federal.

Redação Jornal de Brasília

06/10/2026 20h09

brasília (df) 06/08/2024 o ministro da fazenda substituto, dario durigan, participa da abertura do seminário políticas industriais no brasil e no mundo, no auditório da confederação nacional da indústria (cni) foto: fabio rodrigues pozzebom/ agên

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Plataformas de apostas esportivas retêm cerca de R$ 1,3 bilhão em contas de usuários no país, informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (6/10). O montante pertence a pelo menos 26 milhões de apostadores.

A devolução dos recursos ocorre após o encerramento das permissões de operação no Brasil, que deixou 188 endereços eletrônicos fora do ar. As empresas têm até quarta-feira para enviar às instituições financeiras o extrato individual de saldo discriminado por CPF.

Os bancos deverão repassar os valores aos clientes entre 9 e 14 de outubro. Caso haja impedimento operacional nas instituições, a Caixa Econômica Federal fará a intermediação do ressarcimento.

A distribuição do saldo revela grande concentração: apenas 1% dos apostadores, cerca de 200 mil pessoas, responde por 80% do R$ 1,3 bilhão pendente. O índice sobe para 90% do volume total quando considerado o grupo correspondente a 3,4% dos cadastrados.

Contas com quantias superiores a R$ 500 mil entraram na mira das autoridades. Cerca de 40 registros com cifras desproporcionais estão sob apuração da Polícia Federal e do Ministério da Justiça para checar eventuais indícios de lavagem de dinheiro.

Durigan afirmou que a atividade drenava diariamente entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões da poupança popular. “Dinheiro da economia real que passa a ficar com as famílias. Esse é um ganho”, disse o ministro.

Nas ações de fiscalização, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) bloqueou 11.740 portais ilegais. O governo também pediu a remoção de 3.489 contas e canais em redes sociais e aplicativos de mensagens, que atingiam 17,2 milhões de usuários.

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