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Economia

BCE prevê maior contração econômica na zona do euro em 2012

Arquivo Geral

09/08/2012 9h44

Os especialistas consultados pelo Banco Central Europeu (BCE) revisaram em baixa suas previsões de crescimento da zona do euro para este ano e preveem uma contração de 0,3%, contra 0,2% previsto em maio, o que fala a favor de um novo corte das taxas de juros.

 

Na pesquisa, que o BCE realizou entre os dias 16 e 19 de julho e publicou nesta quinta-feira no boletim mensal de agosto, os especialistas revisaram em baixa suas perspectivas de crescimento para este ano e o próximo.

 

Além disso, os resultados mostram que as expectativas de inflação para 2012 e 2013 praticamente não experimentaram variação em comparação com a pesquisa anterior, disse o BCE.

 

Quanto à previsão de inflação a mais longo prazo, a média se mantém sem variação em 2%.

 

O presidente do BCE, Mario Draghi, explicou na semana passada que “o conselho do Governo da entidade discutiu uma possível redução das taxas de juros, mas decidiu que não é o momento adequado”.

 

Alguns especialistas preveem que o BCE reduza o preço do dinheiro, atualmente em 0,75%, em sua reunião de setembro.

 

As expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2012 foram revisadas ligeiramente em baixa, em 0,1 ponto percentual, e atualmente estão avaliadas em 0,3%.

 

Para 2013, as previsões de crescimento da zona do euro foram reduzidas significativamente, em 0,4 ponto percentual, para 0,6%. No que diz respeito a 2014, se situam em 1,4%.

 

As previsões de inflação para 2012 e 2013 obtidas da pesquisa ficam em 2,3% e 1,7%, respectivamente, o que representa que não se revisaram os números correspondentes a 2012 e que se revisaram em baixa em 0,1 ponto percentual as de 2013.

 

As expectativas de inflação para 2014 estão em 1,9%.

 

Os riscos para as perspectivas de evolução dos preços continuam estando, em geral, equilibrados a médio prazo.

 

Os riscos em alta procedem de novos aumentos dos impostos indiretos, derivados da necessidade de consolidação fiscal, e de altas dos preços da energia a médio prazo maiores do que o previsto.

 

Os principais riscos em baixa estão relacionados com o impacto de um crescimento menor que o esperado na zona do euro.

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