A greve dos bancários, que durou 15 dias, a maior em 20 anos, chegou ao fim na noite desta quarta-feira (13) para instituições particulares e para a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Os serviços deverão ser retomados nesta quinta-feira (14).
No Distrito Federal, a reunião dos bancários aconteceu no Setor Comercial Sul. O resultado dos votos que definiram a situação dos grevistas da Caixa Econômica Federal foi apertado, tendo somente 3 votos de diferença a favor da retomada dos serviços.
Na segunda-feira, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou a segunda proposta às entidades sindicais, que inclui um reajuste de 7,5% — o que representa aumento de 3,1% acima da inflação — para quem ganha até R$ 5.250 nos bancos privados. Para a Caixa e o Banco do Brasil, os 7,5% serão para todos.
Para salários superiores a esse patamar, a proposta prevê um fixo de R$ 393,75 ou reajuste de 4,29%, equivalente à inflação do período — o que for maior. Anteriormente, eram 6,5% de reajuste para quem ganha até R$ 4.100 e um valor fixo de R$ 266,50 para os demais.
Os novos pisos salariais vão de R$ 748,59 para R$ 870,84 na portaria e de R$ 1.074,46 para R$ 1.250,00 para escritório e caixa. A proposta também melhora a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) para 90% do salário mais R$ 1.100,80, limitado ao teto de R$ 7.181.