Menu
Economia

Banco Mundial reduz de 8% para 6,5% crescimento da China em 2009

Arquivo Geral

18/03/2009 0h00

O Banco Mundial (BM) revisou para baixo hoje a previsão de crescimento para a China, story deixando a cifra em 6, erectile 5%, bem menos do que os 8% de que o país precisa para sobreviver à crise.

Esta é a segunda vez que a instituição diminui as previsões de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) para a China. No primeiro relatório feito sobre o país neste ano, a economia chinesa – a terceira maior do planeta – cresceria 9,2%.

Afetado pela crise financeira mundial, o PIB chinês cresceu 9% em 2008, contra 13% em 2007.

Neste ano, o Governo chinês pretende que o crescimento seja de pelo menos 8%, já que especialistas creem que é o mínimo necessário para que o país asiático possa garantir a geração de empregos e a estabilidade social.

O relatório do Banco Mundial diz que a intensificação da crise mundial prejudicou as exportações chinesas, o que “repercute tanto nos investimentos, quanto nos empregos, principalmente no setor industrial”.

Em fevereiro deste ano, as exportações caíram 25,7%, enquanto que as importações diminuíram 24,1%.

Na China, ao contrário de nos países ocidentais, a falência de grandes empresas americanas, em setembro de 2008, não teve grandes influências no sistema financeiro.

No entanto, a redução da demanda da clientela nos Estados Unidos e na Europa, entre outros motivos, provocou forte contração das exportações chinesas, um dos principais motores econômicos do país.

A consequência desta contração no país asiático foi o fechamento de milhares de fábricas que tinham seus principais mercados fora da China, o que levou à extinção de mais de 20 milhões de empregos.

Entretanto, segundo o documento do BM, embora a economia real da China tenha sido “golpeada pela crise global, seus alicerces são suficientemente fortes” e possibilitarão políticas de mercado “depois de 2009”.

O texto do banco ainda diz que, mesmo com menos crescimento econômico, “é pouco provável que a estabilidade econômica e social corra perigo”.

Segundo Louis Kuijs, principal autor do estudo, um ponto a favor é o fato de os bancos chineses terem saído ilesos das turbulências macroeconômicas mundiais, com um aumento de 18,9% em seus empréstimos no mês passado, favorecidos por políticas governamentais.

Além disso, o economista afirmou que a economia do país tem condições de colocar em vigor poderosas medidas de estímulo, e disse considerar positivo o fato de os planos orçamentários terem sido “rapidamente postos em prática” desde novembro.

Agora, a China tenta reanimar sua economia incentivando o consumo interno por meio de um plano de estímulo cujos investimentos chegam a quatro trilhões de iuanes (US$ 585 bilhões). O dinheiro será utilizado em projetos de obras públicas e na ajuda aos setores mais afetados pela crise.

Na sexta-feira passada, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, anunciou que o país tem “munição guardada” para baixar a qualquer momento um pacote adicional de estímulo frente a maiores dificuldades na crise global e às dúvidas de que a China possa crescer 8% este ano.

O BM aconselha a China a dar “menos atenção ao crescimento a curto prazo e mais ao de longo prazo”, já que isso ajudaria a formar as bases para um crescimento mais sustentável no futuro.

Para David Dollar, diretor do BM no país asiático, “a China é como um ponto relativamente brilhante no sombrio panorama da economia global”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado