O montante quase duplica os R$ 12,871 bilhões registrados no primeiro semestre de 2006.O relatório de resultados do primeiro semestre foi divulgado após ser aprovado pelo Conselho Monetário Nacional.
Em seu comentário do balanço, o BC afirmou que as perdas deverão ser cobertas pela Secretaria do Tesouro Nacional em janeiro de 2008, por meio da venda de títulos públicos de dívida federal, de acordo com a lei vigente.
Como o Banco Central é responsável pelos recursos que compõem as reservas internacionais e pelas operações de compras de dólares no mercado, “o balanço apresenta um resultado negativo quando ocorre uma valorização da moeda nacional em relação às estrangeiras”, afirma o relatório.
No primeiro semestre, o real se valorizou cerca de 10% em relação ao dólar, gerando perdas cambiais à instituição. No período, as reservas internacionais em poder do Banco Central fecharam em US$ 147,161 bilhões.
O BC disse em comunicado que as perdas associadas à variação cambial devem ser avaliadas no contexto da política econômica, que visa reduzir a exposição das contas do setor público à movimentação das taxas de câmbio.
Para financiar as compras, o Tesouro deve emitir títulos de dívida pública a taxas garantidas em torno de 12% anual, as mais altas do mundo (descontada a inflação).
Nos últimos anos, o Governo Federal reduziu consideravelmente a proporção da dívida pública em moeda estrangeira, ou com rendimentos pagos em função da variação da taxa de câmbio. Por outro lado, aumentou a quantidade de dívida nominal em reais e a taxas brasileiras.
Essa política leva à acumulação de ativos associados a moeda estrangeira (reservas internacionais) no balanço do BC “com o objetivo de reforçar a capacidade do país de resistir a choque externos”.
As reservas internacionais do país continuam em franca ascensão apesar das recentes turbulências no sistema financeiro internacional. Na terça-feira, elas atingiram os US$ 161,026 bilhões, de longe o número mais alto da história do país.