Sheila Oliveira
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Neste ano, os brasilienses resolveram deixar as compras de Natal para a última hora. Até o dia 15 deste mês, o Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista-DF) registrou a circulação de somente 600 mil pessoas pelos shoppings e lojas de rua do Distrito Federal, ou seja, 200 mil a menos que a previsão inicial, divulgada no dia 10. A expectativa da entidade, no entanto, é de que até o dia 24 mais de um milhão de consumidores visitem os principais centros comerciais da cidade.
Mesmo com um número menor de clientes circulando pelo comércio brasiliense, as vendas de alguns segmentos aumentaram. “As lojas de produtos da linha branca e de informática já registram alta de 15% nas vendas. A média dos outros segmentos varia entre 6% e 7%”, revela Antônio Augusto de Moraes, presidente do Sindivarejista-DF.
Medidas do governo
Segundo Moraes, o bom desempenho nas vendas de eletrodoméstico se deve às medidas adotadas pelo governo, tais como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o que possibilita a diminuição das taxas cobradas por bancos e financeiras na tomada de empréstimos. “Com isso, os empresários podem dividir o valor da compra em mais parcelas”, diz o presidente do Sindivarejista-DF.
Para atrair os clientes, os empresários brasilienses investiram alto. De acordo com estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio), 90% dos lojistas apostaram em estratégias diferentes para fisgar os consumidores, como o sorteio de prêmios. Carros, smartphones e tablets estão entre os principais.