Menu
Economia

Arrecadação federal bate recorde de R$ 266,8 bi em maio

Resultado foi impulsionado por petróleo, atividade econômica e mudanças tributárias

Redação Jornal de Brasília

25/06/2026 16h54

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

A arrecadação federal somou R$ 266,8 bilhões em maio de 2026, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. O desempenho representou alta real de 10,69% em relação a maio de 2025.

No acumulado de janeiro a maio, a União arrecadou R$ 1,32 trilhão, também recorde para o período. Segundo a Receita Federal, o resultado teve influência principalmente do aumento das receitas ligadas ao petróleo, da atividade econômica e de mudanças na tributação adotadas nos últimos anos.

Entre os destaques do mês, o IRPJ e a CSLL somaram R$ 36,7 bilhões, com crescimento real de 33,11% na comparação com maio do ano passado. A Receita informou que cerca de R$ 7 bilhões desse total vieram de recolhimentos considerados atípicos, relacionados a mudanças na legislação.

O IOF também avançou e alcançou R$ 8,1 bilhões em maio, alta real de 31,11% ante o mesmo mês do ano passado. No ano, a arrecadação desse imposto soma R$ 41,8 bilhões, com crescimento real de 38,77% frente aos cinco primeiros meses de 2025.

No setor de petróleo, a valorização da commodity no mercado internacional teve impacto direto sobre as contas públicas, segundo a Receita. A alta dos preços, associada ao cenário de tensão no Oriente Médio, elevou receitas com royalties, exploração e tributação sobre exportações. Somente em maio, o imposto de exportação sobre petróleo arrecadou R$ 1,05 bilhão. As receitas não administradas pela Receita, que incluem royalties e compensações financeiras pela exploração de recursos naturais, cresceram R$ 4,1 bilhões.

A arrecadação relacionada à extração de petróleo e gás natural chegou a R$ 50,6 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, ante R$ 13,2 bilhões no mesmo período de 2025. A Receita também destacou o desempenho de tributos como contribuição previdenciária, PIS e Cofins.

O órgão afirmou ainda que o resultado reflete medidas tributárias adotadas pelo governo nos últimos anos, como alterações na tributação de fundos exclusivos, offshores, redução de incentivos fiscais estaduais, combustíveis, encomendas internacionais, folha de pagamentos, apostas eletrônicas e juros sobre capital próprio.

O aumento da arrecadação ocorre em meio ao esforço do governo para cumprir a meta fiscal de 2026, que prevê superávit primário de cerca de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB. Pelo arcabouço fiscal, há margem de tolerância para um resultado entre zero e um superávit de aproximadamente R$ 68,6 bilhões, além da possibilidade de exclusão de determinadas despesas do cálculo oficial, como valores destinados ao pagamento de precatórios. As informações foram retiradas da Agência Brasil.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado