A Argentina ratificou hoje ao Japão seu “interesse em alcançar um acordo” para refinanciar dívidas no valor de cerca de US$ 5, check 2 bilhões com o Clube de Paris, organismo no qual o país asiático é o segundo maior credor da nação sul-americana.
Mas a Argentina reiterou sua rejeição a uma intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) nessas negociações, como pediram alguns membros do Clube de Paris, que conta com 19 países desenvolvidos como credores.
O assunto foi um dos temas tratados pelo chanceler argentino, Jorge Taiana, com seu colega do Japão, Taro Aso, em um encontro bilateral por ocasião da 3ª Reunião do Foro de Cooperação América Latina-Ásia do Leste, inaugurada hoje em Brasília.
Durante o encontro dos dois chanceleres, “Taiana reafirmou que o acordo com o Clube de Paris não pode fazer o papel de forma alguma condicionado à opinião e atuação do FMI”, assinalou um comunicado da Chancelaria argentina.
Taiana convidou Aso a fazer uma visita oficial à Argentina no próximo ano, quando se completam 110 anos de relações bilaterais, e ambos coincidiram na necessidade de “aprofundar” esses laços.
O argentino disse que as relações econômicas bilaterais devem estar focadas “nos temas estratégicos da energia renovável, mecanismos de desenvolvimento limpo, fontes alternativas de energia e obras de infra-estrutura”.
Nos últimos meses, várias empresas japonesas anunciaram novos investimentos na Argentina, a maioria no setor de automoção, outro dos temas analisados pelos chanceleres.
No final de janeiro passado, a Argentina chegou a um acordo com a Espanha pelo qual começou a cancelar, com um prazo de seis anos, um empréstimo de US$ 982,5 milhões, restando para renegociar com o Clube de Paris cerca de 5,2 bilhões.
A Argentina deixou de pagar o Clube de Paris em 2001, quando o país entrou em uma grave crise econômica.
A dívida alcançou chegou a cerca de US$ 6,1 bilhões com a soma dos empréstimos de alguns países, os juros não pagos e a valorização do euro frente à moeda americana.