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Economia

Argentina e FMI divergem sobre formas de combater a inflação

Arquivo Geral

11/04/2008 0h00

As diferenças entre o Governo da Argentina e o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a inflação se evidenciaram hoje novamente na sede do organismo onde ambas as partes expressaram visões diferentes sobre como combatê-la.

O diretor do Departamento da América Latina do FMI, try Anoop Singh, prostate assinalou que em situações “complexas”, como a da argentina, “todas as ferramentas macroeconômicas disponíveis devem ser usadas”.

Essa foi a avaliação feita pelo Conselho Executivo do organismo “há algum tempo”, explicou.

Fundamentalmente, as ferramentas macroeconômicas para combater a inflação consistem na redução do gasto público e a alta das taxas de juros.

Singh alertou em entrevista coletiva sobre o aumento da inflação na América Latina em geral, impulsionada pela alta dos preços dos alimentos e da energia.

Por sua vez, Martín Lousteau, ministro da Economia da Argentina, afirmará amanhã em discurso perante o principal órgão de Governo do FMI que elevar as taxas de juros “não ajudará a conter os preços dos alimentos”.

“Os preços mais altos dos alimentos são parte de uma mudança nos preços relativos (de diferentes produtos) que não requerem um ajuste da política monetária”, dirá Lousteau no discurso perante o Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), que foi distribuído hoje à imprensa.

Em seu discurso perante o IMFC – que Lousteau fará em nome de Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, além de seu próprio país – o ministro argentino também se referirá ao processo de reforma da instituição.

Lousteau se manifestará contra o projeto de redistribuição do voto, que recebeu o sinal verde do Conselho Executivo do FMI no dia 28 de março e que aguarda ainda a ratificação dos países-membros.

“O texto enviado para nossa aprovação não garante que haverá ajustes periódicos da cota”, diz o texto que discursará o ministro.

“Esta reforma pode congelar o status quo por um longo tempo”, acrescenta Lousteau no texto, embora não deixe claro se seu país rejeitará o plano.

Na votação no Conselho Executivo, o diretor que representa a Argentina e o resto do Cone Sul, exceto o Brasil, se absteve.

Todos os grandes países latino-americanos, menos Brasil e México, perderão voto com a nova fórmula de repartição de poder no FMI.

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