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Economia

Alimentação e Bebidas registra a maior variação e impacto no IPCA-15; energia alivia

O IPCA-15 de outubro avançou 0,32% após alta de 0,70% em setembro, divulgou nesta sexta-feira, 23, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Redação Jornal de Brasília

23/10/2026 12h05

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Dados mais positivos que indicam preferência por alimentos saudáveis, como frutas, foram encontrados nas pesquisas entre idosos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), oito tiveram alta em outubro. A principal pressão veio do grupo Alimentação e Bebidas, que registrou a maior variação e o maior impacto no índice (0,88% e 0,19 ponto porcentual). O IPCA-15 de outubro avançou 0,32% após alta de 0,70% em setembro, divulgou nesta sexta-feira, 23, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alimentação no domicílio (1,01%) acelerou em relação ao mês anterior (0,38%), puxada pelo comportamento de preços do tomate (24,54%), da cebola (13,63%), da batata-inglesa (10,96%) e do arroz (5,80%). Por outro lado, destacaram-se os recuos da cenoura (-10,67%), das frutas (-1,37%) e do café moído (-1,16%)

A alimentação fora do domicílio também acelerou na passagem de setembro (0,44%) para outubro (0,56%), em virtude das altas da refeição (de 0,38% para 0,61%) e do lanche (de 0,44% para 0,66%)

Em Despesas pessoais (0,55%), os destaques foram os subitens cinema, teatro e concertos (4,30%), pacote turístico (2,18%) e empregado doméstico (0,62%).

No grupo Transportes (0,05%), o resultado foi influenciado principalmente pelos combustíveis, que saíram de 0,22% em setembro para 1,20% em outubro. O óleo diesel (3,70%), o etanol (2,73%) e a gasolina (0,92%) apresentaram altas, enquanto o gás veicular teve queda de 0,18%. Com o recuo de 9,24%, o subitem passagens aéreas apresentou o principal impacto negativo no mês (-0,08 p.p.).

No grupo Habitação, que recuou de 2,07% para -0,10% na passagem de setembro para outubro, a principal contribuição negativa veio da energia elétrica residencial, que passou de 7,42% para -0,89%, com a mudança da bandeira tarifária de amarela (com a cobrança de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos) para verde, sem cobrança adicional para os consumidores. Também tiveram aumentos os subitens gás de botijão (1,28%) e aluguel residencial (0,28%)

Quanto aos índices regionais, dez das onze áreas de abrangência tiveram alta em outubro. A maior variação foi observada em Belém (0,76%), por conta das altas do tomate (17,55%) e da energia elétrica residencial (3,71%). Já o menor resultado ocorreu em Curitiba (-0,27%), que registrou queda nos preços das passagens aéreas (-11,58%) e da taxa de água e esgoto (-8,05%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 16 de setembro a 14 de outubro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de agosto a 15 de setembro de 2026 (base).

Estadão Conteúdo.

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