O ministro das Finanças da Espanha, Luis de Guindo, afirmou que a ajuda requisitada à União Europeia será direcionada apenas aos bancos e não está condicionada a novas medidas de austeridade para a economia como um todo. Em entrevista coletiva após o fim da teleconferência de ministros das Finanças do Eurogrupo, Guindos não revelou a cifra que será requisitada pela Espanha, afirmando que ele esperará a conclusão de auditorias independentes feitas no setor bancário do país para definir a quantia específica.
O ministro das Finanças da Espanha disse que o país requisitará dinheiro suficiente para a recapitalização, além de uma margem de segurança que será “significativa”. Os recursos serão canalizados para o Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (Frob), criado anteriormente pelo governo da Espanha.
Guindos disse que com a convulsão dos mercados, os esforços do governo espanhol até o momento para proteger o setor financeiro “precisam ser complementados com os recursos necessários para financiar todas as necessidades de recapitalização”. Entre os esforços, o governo espanhol recomendou o aumento do provisionamento dos bancos.
“Portanto, o governo da Espanha declara sua intenção de pedir financiamento europeu para a recapitalização dos bancos que tiverem necessidade”, afirmou Guindos após a teleconferência com ministros dos 17 países membros da zona do euro, chamado Eurogrupo.
Posteriormente, um comunicado divulgado pelo Eurogrupo informou que até 100 bilhões de euros serão colocados à disposição da Espanha. A aceitação espanhola de uma ajuda para seus bancos é um enorme constrangimento para o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, que afirmou, enfaticamente, há dez dias que o setor bancário não precisaria de ajuda. As informações são da Associated Press.