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Economia

Acelen fecha financiamento de R$ 7,5 bi para biorrefinaria na Bahia

Projeto de US$ 3 bilhões prevê produção de diesel renovável e combustível sustentável de aviação a partir de 2029, com foco em descarbonização e geração de empregos

Redação Jornal de Brasília

21/05/2026 12h30

Foto: Divulgação/Acelen

Foto: Divulgação/Acelen

NICOLA PAMPLONA
FOLHAPRESS

A Acelen Renováveis anunciou nesta quinta-feira (21) que fechou o financiamento de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões) para a construção de uma biorrefinaria na Bahia. O projeto prevê a produção, a partir de 2029, de diesel renovável e SAF, o combustível sustentável de aviação.

O projeto tem investimento total de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões) e, segundo a companhia, “posicionará o Brasil entre os principais polos globais de combustíveis sustentáveis para aviação e transporte pesado, ampliando a segurança energética do país”.

A Acelen é controlada pelo fundo árabe Mubadala Capital e opera a Refinaria de Mataripe, a segunda maior do país, comprada da Petrobras em 2021, em operação criticada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O projeto tem capacidade para produzir 1 bilhão de litros de biocombustíveis por ano, com o uso tanto de matérias-primas tradicionais, como o óleo de soja, quanto da macaúba, “uma cultura nativa brasileira com alto potencial para biocombustíveis avançados”.

A Acelen prevê o cultivo em 144 mil hectares em áreas degradadas, com 20% da área destinada a parcerias com agricultura familiar e pequenos produtores.

“O modelo busca combinar regeneração produtiva, inclusão social e descarbonização, alinhado às melhores práticas globais de sustentabilidade e desenvolvimento de baixo carbono”, afirmou a companhia, em nota.

A biorrefinaria será construída em uma área industrial em São Francisco do Conde (BA), na região metropolitana de Salvador, onde está a Refinaria de Mataripe. A expectativa é gerar cerca de 3,6 mil empregos diretos e indiretos no pico das obras.

O financiamento para o projeto reúne dez instituições financeiras nacionais e internacionais, entre bancos árabes, instituições internacionais de fomento como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e bancos privados.

Segundo a empresa, cerca de 90% da produção futura dos biocombustíveis já está comprometida em contratos. O SAF é um produto importante para a descarbonização do setor aéreo, um dos setores considerados mais difíceis para redução de emissões de gases do efeito estufa.

Já o diesel renovável é uma aposta também da Petrobras, para substituir no futuro o diesel de petróleo em um processo de descarbonização do transporte de carga.

“O Brasil reúne condições únicas para liderar a transição energética global, combinando escala agrícola, excelência industrial e uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo”, disse, em nota, Leonardo Yamamoto, sócio do Mubadala Capital.

A Petrobras negocia com o Mubadala a recompra da Refinaria de Mataripe desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, que costuma criticar a venda de ativos da Petrobras em discursos durante eventos com a estatal.

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