A Vivo, a maior operadora de telefonia celular do Brasil, anunciou hoje um plano de expansão da internet móvel no país, ampliando a cobertura para as cidades onde vive 85% da população brasileira.
A operadora brasileira, cujo controle é partilhado pela Telefónica e a Portugal Telecom, informou em comunicado que o plano de expansão faz parte dos investimentos de R$ 2,490 bilhões já anunciados neste ano.
Por meio do Plano Vivo Internet Brasil, a empresa pretende expandir a oferta de acesso à internet de 600 cidades, que atende atualmente, para 2.832 municípios até dezembro de 2011.
A companhia descreveu o projeto como o maior programa de expansão de cobertura de acesso móvel à internet de terceira geração (3G).
Nos próximos 18 meses, a empresa ampliará o serviço para 2.242 cidades, quase quatro vezes que há dois anos, quando assinou o primeiro contrato com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para oferecer o serviço.
O plano exigirá conectar em média quatro cidades por dia. Até dezembro, a meta é atender 1.461 cidades, nas quais vivem 75% da população brasileira.
Segundo a Vivo, que tem 54 milhões de clientes no Brasil, atualmente 732 cidades têm acesso à internet por telefonia celular.
“O plano é ambicioso e será cumprido. Nosso objetivo é ampliar rapidamente a cobertura de 3G”, explicou Roberto Lima, presidente da Vivo.
Pela nota, o plano de expansão não incluirá só os grandes centros, mas também pequenos municípios, como Borá, no interior do estado de São Paulo, que tem 837 habitantes.
“Vivo estenderá a cobertura de internet móvel a pequenos municípios, alguns isolados, porque considera que a essência de seus serviços gera desenvolvimento social e econômico nessas localidades e faz com que o retorno ocorra de forma equilibrada”, segundo Lima.
Pelo estudo da empresa de consultoria Teleco, citada pela Vivo, no Brasil a possibilidade de acesso à internet pela telefonia celular (12 milhões de clientes) já supera a oferecida pela telefonia fixa (11,7 milhões).
A empresa informou que cobrará pelo serviço uma tarifa mensal de R$ 59 reais por um limite de 250 MB de dados transmitidos.
Acrescentou que apesar dos esforços para tornar mais acessível, a elevada carga tributária do país, que para este serviço é de 44%, impede uma maior redução.
Por essa razão, Lima defendeu uma revisão da carga de impostos sobre a internet móvel no Brasil.