Os dois balões que caíram no sábado, dia 30 de outubro, em Boituva, a 115 quilômetros de São Paulo, enfrentaram rajadas de vento de até 75 quilômetros por hora. A informação foi confirmada pelo balonista Johnny Alvarez, de 37 anos, segundo dados do GPS que ele usava no dia. Três pessoas morreram – entre elas o piloto de um dos balões – e 14 ficaram feridas no acidente.
Alvarez, dono da empresa de balonismo Johnny do Balão, pilotava um dos balões que foram atingidos pela rajada. Ele, no entanto, conseguiu pousar num campo e foi resgatado com dois amigos. A empresa está fechada desde então em respeito às vítimas do acidente.
“Foi um evento da natureza, sem previsibilidade. Os balonistas não tinham a previsão de rajadas”, afirmou o delegado-assistente de Boituva, Silvan Renosto. O vento, segundo o piloto, mudou 180 graus, passando a soprar da direção sul para a norte. A carta meteorológica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), feita no dia do ocorrido, não apontava nenhuma informação sobre rajadas de vento, de acordo com Renosto.
Segundo o delegado, a informação da velocidade do vento ainda não é oficial, pois falta a confirmação do laudo realizado pela Confederação Brasileira de Balonismo (CBB). O laudo também deve mostrar o trajeto que os balões percorreram naquele sábado e confirmar a versão dada pelo piloto. A polícia já ouviu o piloto e amanhã deve colher o depoimento de quatro testemunhas que estavam nos balões.