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Brasil

Velocista Marion Jones tem títulos cassados oficialmente

Arquivo Geral

23/11/2007 0h00

A IAAF divulgou nesta sexta-feira um veredicto oficial sobre o caso da velocista Marion Jones. Como já era esperado, a entidade anulou todos os resultados conquistados pela norte-americana desde setembro de 2000, quando a própria Marion admite ter começado a utilizar substâncias que esconderiam outras drogas.

A decisão foi anunciada após reunião realizada nesta sexta-feira em Monte Carlo, levando em consideração agora a confissão da ex-atleta. Com a pena, Marion perde todos os resultados conquistados desde a data especificada, sendo eles individualmente ou em competições com a equipe de revezamento.

A velocista, medalhista de ouro nos 100m, nos 200m e nos 1600m nas Olimpíadas de Sydney e bronze nos 400m e no salto em distância na mesma ocasião, ainda será obrigada a devolver todos os prêmios referentes ao período da punição. Para piorar, Marion – que declarou estar “praticamente falida” – ainda terá que entregar à IAAF todos os prêmios financeiros das conquistas.

A entidade, porém, preferiu não banir a já aposentada atleta para sempre. Caso queira retomar a carreira no futuro, Marion Jones precisará passar pelo afastamento de dois anos, entre 8 de outubro de 2007 e 7 de outubro de 2009. Ela terá 33 anos quando acabar o veto, a cinco dias de completar 34.

O Conselho da IAAF disse ainda esperar que o Comitê Olímpico de Internacional valide sua decisão e desqualifique os resultados de Jones em Sydney-2000, bem como os da equipe norte-americana dos revezamentos 4x100m e 4x400m. A decisão afetará também Chryste Gaines, Torri Edwards, Nanceen Perry (do primeiro conjunto), Jearl Miles, Monique Hennagan, La Tasha Colander-Richardson (do segundo).

Caso os resultados sejam de fato descartados, a Jamaica ficará com o ouro nos 1600m e a França nos 400m. Nos 200m, Pauline Davis-Thompson, das Bahamas, herdará o primeiro lugar, ao passo que a russa Tatiana Kotova conquistará o terceiro posto no salto em distância. Nos 100m, o título olímpico iria para a grega Katerina Thanou, mas o envolvimento de Thanou em outro escândalo recente de doping Atenas-2004 deve adiar a decisão.

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