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SP discute com Saúde quem receberá primeiro vacina contra varíola dos macacos

O Estado anunciou ainda uma rede integrada para diagnóstico da doença. Antes, apenas o laboratório Adolfo Lutz emitia diagnósticos

Por FolhaPress 04/08/2022 6h00
Foto: Reprodução/Agência Brasil

Leonardo Martins
São Paulo, SP

O governo de São Paulo debate com o Ministério da Saúde qual será o público-alvo das primeiras doses da vacina contra a varíola dos macacos no Brasil. A expectativa é que o país receba 50 mil doses por meio da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) em agosto.

O secretário estadual de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde, David Uip, e o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, afirmam ter reunião marcada nesta sexta-feira (5) com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para falar sobre o assunto.

Segundo Uip, há duas vacinas sendo fabricadas no mundo contra a doença. Devido à alta demanda -que inclui diversos países-, a obtenção de doses para o Brasil tem sido custosa tanto para o governo federal quanto para o estadual.

“O ministério conseguiu adquirir 50 mil doses, que vacinarão 25 mil pessoas. Estamos discutindo junto ao ministério quais serão as populações-alvo no primeiro momento”, disse o infectologista David Uip em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (4). A ideia é que as vacinas sejam distribuídas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), em uma campanha nacional.

O Instituto Butantan, ligado ao governo paulista, negocia parcerias com outros laboratórios ao redor do mundo para viabilizar a produção da vacina contra a varíola dos macacos em território nacional. Por enquanto, ainda não houve avanço nas conversas, conforme apurou a reportagem.

“O Butantan e o ministério negociam o envio da IFA [insumo utilizado na produção do imunizante] para que a gente possa cogitar que tanto Butantan quanto Fiocruz produzam a vacina no Brasil”, completou Uip.

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AÇÃO CONJUNTA ENTRE GOVERNO E PREFEITURA

A coletiva de imprensa, foi feita em conjunto com a Prefeitura de São Paulo, para divulgar as ações e planejamentos nos âmbitos estadual e municipal no combate à doença.

Um grupo com 24 especialistas, que fazem parte do Centro de Controle e Integração, foi designado para assessorar as ações de combate à varíola dos macacos. Entre os especialistas, encontram-se epidemiologistas, virologistas, infectologistas e professores universitários, segundo o governo paulista.

O Estado anunciou ainda uma rede integrada para diagnóstico da doença. Antes, apenas o laboratório Adolfo Lutz emitia diagnósticos. A partir de agora, o Instituto Butantan e laboratórios privados e universitários poderão realizar testagem da varíola dos macacos.

Também foram anunciadas medidas de treinamento para os profissionais da saúde de diferentes áreas, para que haja integração na conduta médica de recepção, diagnóstico e tratamento dos pacientes em cada unidade de saúde.

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