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Brasil

Urbanização de favelas em Belo Horizonte resgata moradores de exclusão

Arquivo Geral

29/11/2007 0h00

Serviços de coleta de lixo, viagra buy de táxi ou de ambulâncias, viagra sale antes inexistentes, hospital são agora a norma em algumas favelas de Belo Horizonte, cidade que apostou em um projeto de urbanização adotado pelos moradores, recuperando da exclusão os seus habitantes.

Em metrópoles como Rio de Janeiro, São Paulo ou Belo Horizonte, entre outras, a ocupação ilegal do território urbano e a proliferação de áreas sem serviços básicos são práticas generalizadas.

Os habitantes destas favelas não têm acesso à segurança pública e são vítimas da violência, que se une ao tráfico de drogas e armas.

A “Vila Viva” é uma iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte, e está sendo implementada na comunidade carente de Aglomerado da Serra, no centro-sul da cidade.

O projeto tem como objetivo integrar as favelas às áreas urbanas e legalizar as propriedades com planos em matéria de educação, inserção social e trabalho.

Esta iniciativa, que chamou a atenção de prefeitos de outras grandes cidades latino-americanas, foi possível graças a uma colaboração entre o Governo municipal e os moradores das seis favelas que compõem o Aglomerado da Serra.

Desde 2005, esses habitantes viram melhoras com as obras em ruas, edifícios, parques e, inclusive, a construção de campos de futebol.

Após a conclusão das obras de urbanização, reestruturação do sistema urbano e erradicação de áreas de risco, a região será legalizada e a Prefeitura fará uma escritura pública dos terrenos para os novos donos.

Os primeiros resultados do programa já são visíveis. “Centenas de famílias que viviam em áreas de risco foram reinstaladas nos mil apartamentos novos”, disse à Agência Efe a coordenadora das obras, a arquiteta Patricia de Castro.

“Além disso, a comunidade ganha em desenvolvimento econômico com o programa que gera emprego e renda”, afirmou Patricia.

Este processo inclui programas de educação, inserção social e trabalho, como a cooperativa de costureiras, na qual mulheres das comunidades fazem os uniformes dos operários.

Boa parte dos 50 mil moradores do Aglomerado da Serra também confirmam o bom funcionamento do programa “Vila Viva”.

“A vida da minha família e da minha comunidade mudou muito (com o programa)”, afirma o jovem pedreiro Luiz Miguel Pereira, que foi transferido com sua mãe de uma precária casa para um apartamento novo e, além disso, conseguiu um trabalho nas obras.

“Agora passa caminhão de lixo, podemos pedir uma pizza e táxis e ambulâncias chegam às nossas ruas”, disse Pereira.

Estas ações comuns para a maioria da população não estão ao alcance dos moradores de muitas favelas porque as ruas são estreitas demais para o acesso de carros e as casas não estão numeradas.

“A comunidade está mais receptiva e participativa depois das obras. É o sonho da comunidade que nós estamos realizando”, disse Irene, líder comunitária da favela Vila Conceição.

Além disso, os moradores se sentem participantes deste processo. “Cada decisão é discutida e votada em reuniões com os moradores”, afirmou José Cândido, representante da comunidade de Nossa Senhora de Fátima.

A Prefeitura de Belo Horizonte prevê que levará estes projetos para outras favelas da cidade a partir do próximo ano, com investimentos que podem chegar a R$ 500 milhões, segundo fontes municipais.

“Queremos que as obras sejam da população local. Que não seja algo que venha imposto de fora, mas acordado com os moradores” afirmou o prefeito Fernando Pimentel (PT).

Para Pimentel, as obras de urbanização de favelas geralmente fracassam porque não consideram a comunidade.

Algumas cidades, como Rio de Janeiro, já se interessaram pelo programa para uma possível aplicação em suas numerosas favelas.

Mas o prefeito adverte: “Em Belo Horizonte este projeto só foi possível pelo diálogo permanente com a população, há mais de dez anos”.

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