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Brasil

UniCeub/BRB retoma luta pelo bi da Liga das Américas

Arquivo Geral

11/02/2011 8h00

O último fim de semana não foi dos melhores para o UniCeub/BRB. O time brasiliense perdeu uma invencibilidade que mantinha há quase nove meses no Ginásio da Asceb ao perder para o Limeira. Para apagar esta perda, os comandados de José Carlos Vidal retomam nesta sexta (11) a luta pelo segundo título da Liga das Américas, em Corrientes (ARG), da qual foram campeões em 2009. Às 21h, horário de Brasília, o UniCeub encara o mexicanos Halcones de Xalapa, justamente a única equipe que venceu os brasilienses na primeira fase da competição, no México. A equipe da capital federal está no Grupo F, do qual avançam dois times.

 

Para avançar ao Final Four da Liga, para o qual já estão classificados Halcones Rojos (México) e Capitanes de Arecibo (Porto Rico), o UniCeub terá um importante desfalque. O pivô Lucas Tischer foi suspenso por um ano por supostamente ter agredido o árbitro na derrota para o Xalapa na primeira fase. Com isso, quem assume a posição é Alírio. De acordo com o técnico José Carlos Vidal, há uma tentativa de reverter a situação de Tischer no âmbito da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Mas, por enquanto, o pivô nem viaja. “Vamos com Alírio, que começa jogando, e Márcio (Cipriano). O (Guilherme) Giovannoni também faz esta função”, adianta o técnico.

 

Embora esteja seguro quanto às peças de reposição, Vidal lamenta a ausência de seu pivô titular. “É uma peça importante na defesa, nos rebotes. Mas se observarem bem, na Liga Sul-Americana o Tischer jogava em torno de 20 minutos. O Alírio marca zona melhor que o Tischer”, compara. Vidal também está preocupado com as faltas, que podem tirar seus jogadores mais cedo do jogo. “Vamos ter de segurar as faltas, e na Argentina isso pode ser um problema. Teremos de guardar essas infrações para os dois últimos quartos”, completa.

 

PIVÔ SENTE-SE “ROUBADO”
Ainda insatisfeito com a punição, Lucas Tischer tem a convicção de que não agrediu o árbitro. Segundo o pivô, jogadores do UniCeub entraram em quadra para apartar uma briga e ele acabou acertando o juiz. “Não tive nenhum objetivo de agredi-lo. Esta punição é injusta, há atletas que sentam a mão no árbitro e são suspensos por dois, três jogos”, indigna-se. Como não vai a Corrientes, o pivô não poderá nem assistir aos jogos, já que o Brasil não terá transmissão da Liga. “Sinto como se tivessem tomado algo de mim. É um campeonato que eu queria ganhar, é importante para a minha carreira. Sinto como se tivesse sido roubado”, desabafa.

 

Mas o torcedor do UniCeub não precisa ficar muito preocupado. Embora seja peça importante na equipe de Vidal, Lucas Tischer teve uma média de rebotes menor do que o ala/pivô Guilherme Giovannoni na Liga Sul-Americana. Tischer teve média de 6,14, enquanto Giovannoni apanhou, em média, 6,57 rebotes por partida.

 

Responsável por suprir a ausência do ex-jogador do Assis, Alírio garante que estará 100% na Argentina. “Estou me sentindo 97% bem fisicamente, mas contra o Xalapa estarei 100%. Vamos sentir a falta do Tischer, é um atleta grande e pesado embaixo da cesta. Minha responsabilidade aumenta, mas estaremos atentos na defesa e também às faltas”, disse na quinta-feira, quando o time fez o último treino em Brasília antes da viagem. Nessa atividade, Alírio mostrou que está mesmo pronto. O pivô atuou muito bem, pegando a maioria dos rebotes que tentava, além de ter convertido diversas cestas. Vidal testou duas formações: uma com Nezinho, Arthur, Alex, Guilherme e Alírio. A outra opção foi a saída de Alírio e a entrada de Cipriano.

 

O Grupo F não será fácil. Nele estão duas equipes argentinas – Quimsa e Corrientes. Mas os atletas do UniCeub acreditam que serão pressionados apenas pela torcida da segunda equipe. que joga em seus domínios. “O Quimsa não estará em casa, há uma grande rivalidade com o Corrientes. Pode ser até que sejamos apoiados no jogo contra o Quimsa”, acredita Vidal. O treinador, inclusive, não teme nenhuma das equipes. Muito pelo contrário. “Eles é que devem ter receio de nosso time. Eles sabem do nosso potencial, temos atletas acostumados a competições internacionais”, acrescenta.

 

PEDREIRA EM CORRIENTES
Com três partidas em três dias, o técnico sabe que o cansaço pode tomar conta de seus atletas e projeta duas vitórias para alcançar a classificação. “O primeiro jogo é a chave para chegar ao Final Four. Se vencermos o Xalapa, podemos até perder para o Corrientes, no ginásio deles, e decidirmos no terceiro jogo, contra o Quimsa”, explica. O fato de jogar em seus domínios, porém, não garante apoio total ao Corrientes. Pelo menos é o que pensa o armador Nezinho. “Se não estiver jogando bem em casa, a torcida começa a reclamar e o time pode se desestabilizar, como aconteceu com o Flamengo na final da Liga Sul-Americana”, lembra.

No sábado (12), o adversário é o Corrientes. A partida está marcada para as 23h15 de Brasília.

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