Bateu na trave o sonho do segundo título da Liga das Américas. Ou melhor, no aro. No último fim de semana, o UniCeub/BRB foi a Corrientes, na Argentina, para brigar por uma das duas vagas no quadrangular semifinal da competição. No primeiro duelo, na noite de sexta (11), os brasilienses venceram os mexicanos do Halcones de Xalapa, em uma partida emocionante, por 79 x 77. No sábado, foi a vez de encarar os anfitriões do Regatas Corrientes, em um jogo marcado pela pressão da torcida e pela arbitragem polêmica. Na prorrogação, os argentinos levaram a melhor: 93 x 92.
O domingo seria o dia da classificação. Uma vitória poderia levar a equipe ao Final Four, em que quatro postulantes ao título se enfrentarão em março. Mas não deu. Em uma atuação apagada de praticamente todos os atletas, o UniCeub sucumbiu e deu adeus: 73 x 62.
O avião que trouxe de volta o UniCeub aterrissou no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek às 17h30. Minutos depois, Arthur falou ao Jornal de Brasília sobre o sentimento da eliminação. Para o ala, um dos grande vilões do adeus foi a desatenção durante os 40 minutos. “A falta de concentração nos prejudicou. Chegamos em quadra abatidos pela derrota para o Corrientes. Estávamos com o jogo na mão e deixamos eles virarem”, lamentou. Na última partida, uma das armas do UniCeub não funcionou. Pelo contrário, foi muito falha. Nos arremessos atrás da linha dos três pontos, os brasilienses tiveram um aproveitamento pífio: 32 tentativas e apenas quatro bolas convertidas. Ainda abatido, Arthur não escondeu o descontentamento. “Acredito que tenha sido o nosso pior jogo em muitos anos. Eles (Quimsa) fizeram o feijão-com-arroz deles, e nem isso a gente fez. Foi um dia totalmente atípico, acho que nunca mais vamos jogar do jeito como jogamos”, desabafou.
PEDRA POR CIMA
De Corrientes, jogadores e comissão técnica foram para Buenos Aires, de onde pegaram um voo de volta para o Brasil, precisamente para o Rio de Janeiro. Só então entraram no avião para Brasília. Embora tenha enfrentado uma viagem cansativa, a voz fraca do técnico José Carlos Vidal não é consequência apenas do cansaço. “Estamos bastante chateados. Tínhamos totais condições de conseguir a classificação, até de ficar na liderança do grupo (a equipe ficou em último). Mas o nosso time simplesmente não existiu contra o Quimsa. Os atletas estavam psicologicamente abalados pela derrota para o Corrientes, dormiram pouco. Tentamos incentivá-los, mas não deu”, lembrou o treinador. Embora queira esquecer a eliminação, Vidal sabe que não será fácil tirar essa lembrança ruim da cabeça dos jogadores. “Vamos aproveitar esta semana para botar uma pedra por cima disso. É claro que não vai ser de uma hora para outra, este é um momento para ter paciência”, avisou.
Não há muito tempo para se lamentar. Na próxima sexta (18), o UniCeub tem compromisso pelo Novo Basquete Brasil (NBB), campeonato do qual é o atual campeão. Na vice-liderança, o time brasiliense recebe o Vila Velha no Ginásio da Asceb. E Vidal não quer saber de clima ruim. “Vamos voltar a treinar nesta quarta, para na sexta-feira entrar em quadra com outra cabeça”, finalizou