Relatório divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indica uma melhora em indicadores sobre a qualidade de vida de crianças e jovens brasileiros. As informações contidas na publicação Progresso para as Crianças: Uma Análise Estatística de um Mundo para as Crianças demonstram que o país evoluiu em relação a pelo menos seis das oito metas estabelecidas como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A ampliação da rede de saneamento básico, online no entanto, buy information pills foi considerada insuficiente.
O relatório, stomach divulgado ontem, é o sexto de uma série de estudos lançados pelo Unicef desde 2004. Em maio de 2002, pela primeira vez a Organização das Nações Unidas (ONU) organizou uma assembléia para discutir temas relacionados à infância. Chefes de Estado e de governo se comprometeram a criar “um mundo apropriado para as crianças”, fixando metas para o bem-estar e o desenvolvimento infantil. Esses objetivos devem ser atingidos até 2015.
O Brasil progrediu no que diz respeito à meta de reduzir, entre 1990 e 2015, à metade a proporção de pessoas que passam fome. Segundo a publicação, entre 1990 e 2006, o número de crianças de até cinco anos com peso inferior ao normal caiu em média 2,9% ao ano. Avaliados conjuntamente, os países da América Latina e do Caribe obtiveram uma média de redução de 3,3%. Já o conjunto dos países em desenvolvimento, de 1,5%.
Quanto à garantia de acesso ao ensino fundamental, o Unicef também considerou que o país avançou, atingindo 95% de taxa de matrículas. Já o conjunto de países latino-americanos e caribenhos tiveram uma taxa de 93% e os países em desenvolvimento, de 84%.
Outro objetivo em que o Brasil obteve resultados considerados positivos foi no de erradicar as diferenças de gênero no ensino fundamental. Ao dividir a taxa de matrículas e comparecimento às aulas de alunos pela taxa referente a alunas, o relatório obtém o que classifica de índice de paridade. Quando o resultado varia entre 0,96 e 1,04, considera-se que o índice é positivo e que o acesso às aulas é proporcionado tanto a meninos quanto a meninas. O Brasil atingiu índice 1, mesmo resultado alcançado pela América Latina e Caribe. O bloco dos países em desenvolvimento teve 0,98.
Segundo o relatório, no Brasil, entre 1990 e 2006, a taxa de mortalidade infantil caiu de 57 para 20 crianças mortas em cada grupo de mil que nascem. Os países da América Latina e Caribe devem, até 2015, reduzir a taxa de mortalidade dos atuais 27 para 18, enquanto o conjunto de países em desenvolvimento devem atingir 34. Hoje, a cada mil nascimentos, morrem 79 crianças nesse grupo.
Como a assistência médica inadequada também contribui para a mortalidade infantil, o quinto objetivo estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) é melhorar a saúde das gestantes e reduzir assim em três quartos o número de mortes decorrentes da maternidade. Neste item, o Brasil registrou um progresso classificado como moderado, mas muito próximo ao do grupo dos países de pequeno avanço. De maneira geral, América Latina e Caribe também registraram um progresso moderado, mas pouco melhor que o Brasil. Já os países em desenvolvimento progrediram bastante desde a última avaliação disponível.
O Brasil também avançou no combate à aids. Segundo o relatório, 67% dos jovens entre 15 e 24 anos entrevistados responderam ter conhecimento amplo sobre a doença. O percentual é o mesmo tanto para homens quanto para as mulheres ouvidas. Além disso, 71% dos homens e 58% das mulheres dessa faixa etária disseram ter usado preservativos durante a última relação sexual de alto risco.
Avaliando dados relativos a 2004, o relatório considera que o Brasil também progrediu em relação ao fornecimento de água tratada, chegando próximo da meta estabelecida para 2015, que é garantir o serviço a pelo menos 92% das residências urbanas e rurais. Tanto o conjunto dos países latino-americanos quanto as nações em desenvolvimento também avançaram.
No último objetivo avaliado, que mede o progresso em termos de saneamento básico, o avanço brasileiro foi considerado insuficiente. Comparando os dados do relatório do Unicef sobre os anos de 1990 e 2004, os indicadores são praticamente os mesmos. Enquanto em 1990, 82% das residências urbanas e 37% das rurais estavam interligadas à rede de saneamento, em 2004 esses percentuais eram de, respectivamente, 83% e 37%.
De acordo com o relatório, apesar de o índice mundial de cobertura ter aumentado de 49% para 59% no mesmo período, o progresso é insuficiente para atingir a meta estabelecida pela ONU para 2015.