O juiz Guilherme Schilling, do 3º Tribunal do Júri, do Rio de Janeiro, ouviu hoje, até as 18h20, quatro testemunhas (uma de acusação e três de defesa) do processo que apura a morte da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, em 13 de agosto. A médica Sarita Fernandes Pereira e o estudante de Medicina Alex Sandro da Cunha Souza, foragido, que atenderam a criança no Hospital Rio Mar, Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, são réus no caso.
Das 23 testemunhas requisitadas pela defesa, 11 foram dispensadas a pedido dos próprios advogados de Sarita. Todos os médicos ouvidos elogiaram a conduta técnica da médica. Afirmaram que os pais da criança também a elogiavam.
Segundo a médica Vivian Ribeiro Gonçalves, que atendeu Joanna na madrugada de 15 de julho, antes de Sarita, a menina não apresentava convulsão naquele dia. Vivian disse que, por isso, não houve a solicitação de exames. A médica disse ainda que o pai havia relatado que a menina estava há 15 dias sem conseguir controlar sua urina.
Não há previsão de término da audiência. Faltam ainda os depoimentos de oito pessoas. A médica Sarita só será ouvida depois de todas as testemunhas.
Caso
De acordo com o Ministério Público (MP), Joanna era vítima de maus-tratos praticados pelo pai, o técnico judiciário André Rodrigues Marins. Levada ao Hospital Rio Mar, nos dias 16 e 17 de julho, a criança recebeu alta duas vezes, após ser atendida por Sarita e Souza, que está foragido.
O MP acusa Sarita de se beneficiar financeiramente como chefe de Pediatria ao substituir médicos por estudantes e embolsar a diferença da remuneração. A promotoria aponta ainda que ela falsificava documentos e credenciais para os universitários.