Principal esperança brasileira de vitória na São Silvestre 2010, Marílson Gomes dos Santos tem lidado bem com a pressão pelo resultado, garante Adauto Domingues, técnico do fundista. De acordo com ele, não será por este motivo que o brasiliense eventualmente perderá a vitória nesta sexta-feira.
“Ele já está acostumado com este tipo de pressão. Há uns anos, isso era muito ruim, mas há algum tempo houve uma adaptação, de tanto que ele passou por isto. Não é nenhum bicho de sete cabeças”, garante Adauto, ele próprio ex-atleta de elite da prova, porém, sem nenhuma vitória.
Aliás, Marílson está tão tranquilo para a disputa que assumiu o favoritismo nos últimos dias, condição que é compartilhada pelo treinador. “Ele está em condição de correr bem e vem para ganhar a prova, não tenho dúvida nenhuma”, garantiu o técnico, que às vésperas da prova diz ver seu atleta em condições semelhantes a de 2003 e 2005, quando Marílson foi campeão. “Está tudo muito próximo, no sentido de treinos, marcas, números”, anima-se.
A semelhança inclui não fazer nenhuma preparação específica para a São Silvestre. “Vim treinando normalmente durante o ano, até mesmo porque em 2011 terei várias competições importantes, como seletiva olímpica, Pan e Mundial. Não fiz treino especifico, mas não fugi à regra do que fiz nas edições anteriores”, comentou o atleta.
Duas vezes campeão em Nova York (2006 e 2008), Marílson esteve ausente das últimas quatro edições da São Silvestre, principalmente porque nunca conseguiu se recuperar da disputa nos Estados Unidos, realizada normalmente entre o fim de outubro e o começo de novembro, a tempo de correr em alto nível em São Paulo.
Agora, porém, não há nenhum problema, Adauto assegura. “A única diferença é que agora ele terminou Nova York sem dor nem lesão”, destacou, alegando que não fez nada de diferente este ano para que esta situação fosse alcançada.
O treinador também negou qualquer pressão dos patrocinadores pessoais e da equipe BM&F Bovespa para que Marílson voltasse à mais famosa prova do atletismo brasileiro.
“Claro que para toda empresa, quanto mais você conseguir expor a marca melhor e temos que retribuir a eles o que nos é pago o ano todo. Mas não tem isso de pressão, a equipe me deixa sempre livre. Já o tirei no dia 20 de dezembro em anos anteriores porque ele estava com dor no tendão”, lembrou.