A companhia aérea TAM anunciou hoje que suspendeu 19 vôos nacionais que tinham previsão de decolagem do aeroporto de Congonhas, check em São Paulo, após o grave acidente da terça-feira envolvendo um avião da empresa com 180 pessoas a bordo.
O Airbus da TAM perdeu o controle na pista, atravessou a Avenida Washington Luís, próxima ao aeroporto, e se chocou contra um edifício da empresa, pegando fogo em seguida e matando todos os passageiros e os membros da tripulação.
O aeroporto de Congonhas ficou fechado durante a noite de terça-feira e a madrugada de hoje.
Uma comissão de especialistas da Aeronáutica e da Infraero chegou hoje a São Paulo para avaliar as condições da pista principal e estabelecer se poderia ser reaberta.
O aeroporto começou a operar parcialmente com uma pista secundária, sem condições de manobra suficientes para grandes aviões e muito mais curta que a principal, segundo as autoridades.
A pista de Congonhas tem graves falhas, agravadas com as chuvas, quando há a formação de uma lâmina de água que dificulta a aderência dos pneus nas manobras de aterrissagem, segundo especialistas.
Os principais aeroportos brasileiros enfrentarão hoje um dia de atrasos em decolagens e aterrissagens, agravados pela tragédia em São Paulo e por problemas operacionais no terminal Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
As causas do acidente ainda estão sendo investigadas.
O Aeroporto Santos Dumont, utilizado principalmente para vôos regionais e para a ponte aérea Rio-São Paulo, operava parcialmente após um incêndio ocorrido na sexta-feira em suas novas instalações.
No Aeroporto Internacional Tom Jobim, também no Rio, quatro vôos foram cancelados e seis estavam atrasados na noite de terça-feira. Os problemas persistiam esta manhã.
O aeroporto Tom Jobim permaneceu congestionado durante toda a noite devido aos vôos desviados do Santos Dumont e aos atrasos causados pelo fechamento de Congonhas.