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Brasil

SP: Rota mata suspeito de envolvimento em atentado a tenente; polícia ainda investiga ligação

De acordo com a Polícia Militar, os agentes receberam uma denúncia indicando a participação do suspeito no caso

Redação Jornal de Brasília

02/07/2026 8h15

ronickson

Ronickson Pimentel dos Santos — Foto: Divulgação

Um homem apontado como participante do atentado contra o tenente Ronickson Pimentel, da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), foi morto nesta quarta-feira, dia 1º, na zona leste de São Paulo, após uma suposta troca de tiros com agentes da corporação.

De acordo com a Polícia Militar, os agentes receberam uma denúncia indicando a participação do suspeito no caso. Ao verificar a situação, na região de Guaianases, o homem resistiu à abordagem e, segundo a PM, atirou contra os policiais, que reagiram.

O suspeito foi atingido e socorrido a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos. A ocorrência foi registrada no 68º Distrito Policial, no Lageado.

“A eventual participação do homem na tentativa de homicídio praticada contra o oficial da Polícia Militar será objeto de investigação por parte da polícia judiciária”, informou a PM em comunicado.

Ronickson Pimentel foi alvo de uma série de disparos quando estava parado com sua motocicleta em um semáforo em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, no último sábado, 27. Ele foi surpreendido pelos criminosos, que se aproximaram em dupla, também em uma motocicleta, e abriram fogo contra o tenente.

O policial foi socorrido pelo helicóptero Águia e, desde então, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

Dois homens suspeitos de envolvimento no crime foram presos temporariamente no domingo, 28. Eles são investigados por prestar cobertura logística aos autores dos disparos, que seguem foragidos. Nesta quarta-feira, a polícia informou também que identificou o suspeito de efetuar os disparos.

Em conversa com o Estadão nesta quarta, o secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, informou que as investigações apontaram que um dos suspeitos envolvidos no crime monitorava a casa do policial antes do atentado. “Isso aconteceu há cerca de três meses”, afirmou o chefe da pasta.

Documentos obtidos pelo Estadão evidenciam a complexidade da ação criminosa, que envolveu a participação de outros três veículos utilizados para dar cobertura aos atiradores, facilitar a fuga dos envolvidos e ocultar vestígios.

O caso é investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, com suporte da Corregedoria da PM. Ronickson é o irmão mais velho de Eloá Pimentel, assassinada no sequestro mais longo da história de São Paulo, em outubro de 2008.

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