Do avião Airbus 320 da TAM que se acidentou hoje com 176 pessoas a bordo “só restou a cauda”, treatment declarou o governador de São Paulo, José Serra.
O avião de 37 metros de comprimento e 34 de envergadura, capaz de alcançar 833 km/h, bateu num edifício de três andares, explodiu e se incendiou, disseram testemunhas do que pode ser o pior acidente na história da aviação brasileira.
“Tudo foi muito rápido, uma loucura, como se o mundo tivesse acabado”, declarou à Efe José Carlos Gomes, que trabalhava como classificador de encomendas no edifício atingido.
O edifício pertencia à TAM Express, filial de carga e encomendas de TAM, nos arredores do aeroporto de Congonhas.
“Só vimos o avião vir para cima de nós e saímos correndo. Sei que muitos companheiros não conseguiram sair”, explicou Gomes, com a voz embargada e os olhos úmidos.
Chovia quando o avião tocou o solo e, segundo testemunhas, o piloto não conseguiu completar a manobra de aterrissagem. O Airbus saiu da pista, atravessou a avenida Washington Luís tentando voltar a subir e foi cair sobre o edifício.
“O estrondo foi muito grande. Parecia uma bomba, mas todos sabíamos que se tratava de um avião”, declarou Sonia Pereira, uma das funcionárias de uma cafeteria próxima à área da tragédia.
“Vimos uma das asas cortar parte do edifício. Depois houve uma explosão e a fumaça não nos deixou ver mais nada”, acrescentou Pereira.
Até a meia-noite desta terça-feira as autoridades tinham confirmado a retirada de 14 corpos de pessoas que não estavam a bordo do avião, e sim nos arredores do ponto de impacto ou no edifício em escombros.
Cerca de 100 patrulhas de policiais e carros de bombeiros, mais de 200 soldados e 150 médicos e peritos legistas se preparavam para começar a recolher corpos carbonizados. No entanto, tinham que esperar a massa de metais retorcidos em que o avião se transformou se resfriar.
“As temperaturas devem ter superado os mil graus centígrados”, disse Serra a jornalistas, no local do acidente.
Várias horas depois do acidente, as agências de segurança que trabalhavam sob a chuva e o vento temiam que o incêndio recomeçasse e havia um alerta de possível evacuação.
Um galpão próximo foi condicionado com lonas e equipamentos de identificação para começar a receber restos humanos para um primeiro exame antes.