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Brasil

Sem mágoas, ex-técnico afirma que Franck está no caminho errado

Arquivo Geral

03/01/2011 10h32

Desde que venceu a São Silvestre em 2006, Franck Caldeira não protagonizou outra atuação de relevância na tradicional prova paulistana. Em suas últimas quatro edições, conseguiu, no máximo, a 12ª posição em 2010. Para Henrique Viana, seu antigo técnico na equipe Pé de Vento, o atleta está seguindo um planejamento errôneo.

 

“O Franck tem que reconhecer que está no caminho errado e não ficar correndo tanto. Ele corre um monte de corridas  para agradar governadores, organizadores e ganhar dinheiro. Não é essa a filosofia que dá certo”, opinou Henrique, que também é membro do conselho consultivo da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo).

 

Durante a parceria com Viana, que durou quase oito anos, Caldeira atingiu o ponto mais alto do pódio da São Silvestre em 2006, a medalha de ouro do Pan-americano do Rio de Janeiro/2007 e entrou, definitivamente, no rol de melhores fundistas verde-amarelos.

 

No entanto, desde que trocou Petrópolis, sede da Pé de Vento, por Sete Lagoas, quartel-general do Cruzeiro, Franck viu os títulos importantes diminuírem e a pressão em suas costas aumentar.

 

“É difícil falar sobre isso. Uma vez o Frank declarou a uma revista que considerava o meu treino o mais adequado. Isso é público, está na internet. Em outra oportunidade, ele veio a mim e falou que não sabia o que estava acontecendo, que estava treinando o dobro e não obtinha resultados. Ele tinha muita confiança em mim. Talvez seja minha dedicação aos atletas, pois na Pé de Vento somos uma família. O Giovani do Santos (ex-alcoólatra que terminou a São Silvestre 2010 em quarto), por exemplo, me trata como um pai”, argumentou.

 

A respeito da relação com Franck – que aceitou o convite da equipe celeste “por questões financeiras” e pela oportunidade de representar seu Estado – Henrique revela não ter mágoas, mas ressalva que a recíproca não é verdadeira.

 

“Ele tem me evitado. Às vezes eu preciso conversar com ele para tratar de alguns detalhes pendentes, mas ele, dificilmente, vem falar comigo. A gente fica chateado porque a mãe dele, a Dona Vera – que faleceu em agosto do ano passado -, me considerava um pai para ele e nós dois tínhamos um relacionamento muito bom”, completou.

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