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Brasil

Seleção masculina de vôlei faz escala no Japão antes de estrear na Liga Mundial

Arquivo Geral

18/05/2007 0h00

Hexacampeã da Liga Mundial e sem suas principais estrelas, a seleção brasileira masculina de vôlei viajou nesta sexta-feira para o exterior. A estréia do time nacional na competição será no dia 26 de maio, na cidade sul-coreana de Cheonan, diante do time da casa. A equipe comandada por Bernardinho, porém, não segue direto para a Coréia do Sul. Além da escala de um dia na França, o time desembarca no Japão, onde fará dois amistosos contra times locais, antes de chegar ao destino final da empreitada.


 


O grupo que estará em quadra nos primeiros jogos é uma mescla de jovens talentos com atletas experientes: Marcelinho, Bruninho (levantadores), Murilo Endres, Nalbert, Roberto Minuzzi, Thiago Soares (ponteiros), Anderson Rodrigues e Samuel Fuchs (opostos), Rodrigão e Eder (meios-de-rede) e o líbero Alan.


 


Se os nomes mudaram, a vontade permanece a mesma. “Somos, atualmente, o melhor voleibol do mundo. A renovação que está sendo realizada já tem dado bastante certo. Novos nomes foram mesclados com jogadores experientes e isso tem tudo para ser um sucesso. A união é o segredo”, afirma Bruninho, eleito o melhor levantador das duas últimas Superligas.


 


Os treinamentos para a Liga começaram no fim de abril com os convocados chegando pouco a pouco. Um dos primeiros a começar a preparação, o líbero Alan elogia o período passado no Centro de Treinamento de Saquarema. “Esse tempo para treinamentos que tivemos será essencial para a boa trajetória do time na Liga Mundial. Minha dedicação foi a maior possível e estou chegando 100% na competição”, assegura.


 


Novato, o ponta Thiago Alves não esconde a felicidade de estar no grupo que irá para a Coréia. “É um prêmio, um privilégio estar na seleção adulta. Nos treinamentos, me dediquei ao máximo e tentei seguir os exemplos dos que estavam ao meu lado. Espero corresponder sempre que for solicitado”, afirma.


 


Outro que está empolgado é Roberto Minuzzi, que volta a garimpar sua chance no time principal após se recuperar de uma séria cirurgia no coração. “Sabemos que nos momentos de dificuldade tiramos os motivos para sermos campeões. A amizade, o companheirismo e a união aumentam aí”, comenta.


 


Para Murilo, a união é justamente o diferencial do grupo. “Outras equipes têm problemas no meio dos campeonatos e acabam derrotadas. Nessas horas, se não tiver um foco, cada um quer fazer uma coisa e acaba dando tudo errado. No Brasil, olhamos para o lado e vemos que o companheiro quer a mesma coisa, a vitória. Isso dá mais vontade de estar na quadra. É essencial para um grupo que quer ser vencedor”, analisa.


 


Depois das partidas contra a Coréia do Sul, a seleção brasileira retorna ao Brasil, onde fará seis jogos seguidos. Os dois primeiros serão em Cuiabá, contra a Finlândia, nos dias 1 e 2 de junho, no ginásio Aecim Tocantins.

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