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Brasil

Santa Casa de SP realiza ação contra doença de Parkinson amanhã

Arquivo Geral

22/10/2010 10h43

A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo vai realizar amanhã, das 8 às 17 horas, uma ação de conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da doença de Parkinson, que reunirá médicos e residentes em atendimentos pré-agendados a pacientes com sintomas da doença. A iniciativa reunirá médicos e residentes em atendimentos pré-agendados a pacientes com sintomas da doença. Serão atendidas 200 pessoas entre 45 e 75 anos no chamado Mutirão de Parkinson.

“Este ano, aumentamos a faixa etária dos atendidos, que ano passado era de 50 a 70 anos, para propiciar o diagnóstico precoce, que é de extrema importância para o sucesso do tratamento”, afirma Emerson Gisoldi, neurologista do hospital.

Os prováveis casos de doença detectados serão encaminhados para avaliações mais detalhadas em outras datas, e os pacientes com diagnósticos confirmados passarão a ser atendidos pelo ambulatório da Santa Casa de São Paulo. “Além de auxiliar as pessoas a identificar a doença, o Mutirão de Parkinson tem o objetivo de facilitar o acesso ao tratamento qualificado, além de informar a população sobre os direitos dos pacientes”, afirma.

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1% da população com mais de 65 anos é portador da doença. São pelo menos quatro milhões de pessoas no mundo e a estimativa é de que esse número dobre até 2040 em decorrência do aumento da expectativa de vida da população. A estimativa do Ministério da Saúde é que, no Brasil, pelo menos 200 mil sejam portadoras de Parkinson.

A doença

O Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central com caráter crônico e progressivo, cuja etiologia exata ainda encontra-se indefinida, mas sua consequência principal é a diminuição na produção de um neurotransmissor chamado dopamina – substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas. A dopamina está presente em vias nervosas que estão relacionadas aos movimentos, à postura e ao tônus muscular.

O tratamento mais comum é o que utiliza medicamentos, que alivia os sintomas por meios de substâncias que se assemelham à dopamina. A doença de Parkinson é incurável e foi originalmente descrita pelo médico inglês James Parkinson, em 1817. No entanto, somente no início da década de 60 pesquisadores conseguiram identificar no cérebro de pacientes as alterações patológicas e bioquímicas que constituem a doença.

AE

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