Brasil

Salvador sedia conferência sobre intelectuais e a diáspora africana até sábado

Por Arquivo Geral 12/07/2006 12h00

Atualizada às 15h03

A Volkswagen do Brasil confirmou hoje que pode cortar de 4 mil a 6 mil empregos até 2008, price recipe em um processo de reestruturação de suas atividades que vêm sofrendo prejuízos há oito anos.

No último dia 20, ed o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou ter recebido documento da montadora com a projeção de cortes de empregos. Naquela ocasião, representantes da empresa não comentaram o assunto.

A subsidiária brasileira do grupo alemão anunciou no início de maio um plano de reorganização que poderia envolver demissões de milhares de funcionários para voltar à lucratividade em 2007. Desde então, a empresa vinha evitando falar sobre o número de cortes.

A primeira unidade atingida pelo processo será a de Taubaté, no interior de São Paulo, onde trabalham 4,5 mil pessoas e são produzidos os modelos Gol e Parati.

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Em comunicado, a Volkswagen informou que fechou com o sindicato de Taubaté as bases de um acordo para a implementação das ações previstas no plano de reestruturação da empresa. A expectativa da companhia é que o acerto seja aprovado pelos empregados em assembléia a ser realizada nos próximos dias, "para que então a empresa possa apresentar os resultados à matriz".

O gerente de Relações Trabalhistas da Volkswagen no Brasil, Nilton Junior, afirmou a jornalistas que os cortes na fábrica de Taubaté, de quantidade não revelada, podem começar já na semana que vem.

No momento não há negociação em curso com trabalhadores de outras unidades. Os 11,5 mil empregos na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), estão garantidos até novembro, quando termina o acordo em vigor com os metalúrgicos, exceto para aqueles que aderirem a planos de demissão voluntária (PDV).

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A proposta da Volkswagen aos trabalhadores é reduzir em 35% os salários de novos contratados e conceder 85% de reposição da inflação em reajustes salariais, deixando os 15% restantes vinculados ao cumprimento de metas. A empresa oferece ainda incentivo financeiro aos empregados que forem demitidos após acordos com os sindicatos.

Na tarde de hoje, Nilton Junior e a diretora de Assuntos Governamentais da Volkswagen do Brasil, Elizabeth Carvalhães, participam de audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Câmara dos Deputados para discutir o plano de reestruturação da empresa.

Segundo Carvalhães, a Volkswagen foi convidada pelo governo para falar sobre o assunto, e não convocada. "A Volkswagen não vai pedir nada ao governo. Nós apresentaremos ao governo brasileiro a nossa situação."

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A subsidiária brasileira da Volkswagen orientou sua estratégia para o segmento de exportações nos últimos anos. Porém, o câmbio atual não é suficiente para cobrir os custos de produção, de acordo com a companhia.

Em 2005, a fabricante exportou 257 mil veículos de um total de 684 mil unidades produzidas no País. A capacidade instalada atual da Volkswagen no Brasil é de 735 mil carros por ano.

Com a reestruturação, a meta é chegar a 2008 com exportações de 100 mil veículos de uma produção total de 514 mil carros, segundo dados da companhia, reduzindo o peso das vendas externas na composição da receita.

"A Volkswagen insistiu fortemente numa estratégia (de exportações) e de fato está com um problema seriíssimo", disse Carvalhães. Segundo estimativa da executiva, um câmbio de R$ 2,60 a R$ 2,70 garantiria rentabilidade nas exportações da empresa.

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A Volkswagen emprega no Brasil cerca de 21 mil pessoas na área de veículos e comerciais leves e tem quatro de suas cinco fábricas no País envolvidas no processo de reestruturação. De acordo com o gerente de Relações Trabalhistas da montadora, não está descartado o fechamento de uma das unidades.

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou há pouco o substitutivo do Senado à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A proposta, stomach que recebeu parecer favorável do relator, web deputado Vilmar Rocha (PFL-GO), segue agora para análise de uma comissão especial.

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Devido ao início da Ordem do Dia do Plenário, a CCJ suspendeu a reunião no momento em que estava sendo discutido o recurso do deputado José Janene (PP-PR) contra decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que recomendou a cassação de seu mandato por envolvimento com o escândalo do "mensalão".

Antes da interrupção, o relator, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), leu seu parecer pelo não provimento do recurso, e o advogado de defesa de Janene apresentou argumentos em favor de seu cliente.

A CCJ retomará a reunião a partir das 14h.

A CPI Mista dos Sanguessugas está reunida neste momento para fazer uma avaliação dos depoimentos colhidos em Cuiabá nos últimos dois dias. Eles decidem, price também, recipe  se convocam ou não o empresário Luiz Antônio Vedoin.

Na segunda-feira, prostate em Cuiabá, foi ouvida a ex-assessora especial do Ministério da Saúde, Maria da Penha Lino. Ontem, os parlamentares colheram depoimento do pai de Luiz Antônio, o também empresário Darci José Vedoin, sócio da empresa Planam e acusado de coordenar o esquema de envio de verbas orçamentárias por meio da compra superfaturada de ambulâncias.

Moradores do sul do Líbano comemoraram hoje a captura de dois soldados israelenses pelo Hizbollah. Ao mesmo tempo, check  se preparavam para uma grande retaliação do Estado judaico, seis anos depois de Israel ter desocupado a área.

Ao meio-dia, a celebração com fogos de artifício e tiros disparados para o alto deu lugar a um clima de tensão. Lojas fecharam as portas e as crianças voltaram para casa, temendo que as ações aéreas e os disparos de artilharia realizados esporadicamente por Israel se transformassem em um bombardeio de grande escala.

"Nós comemoramos. Distribuímos doces e agora estamos jogando gamão", contou Ibrahim Mehdi, de 45 anos, um funcionário público da cidade de Kfar Seer. "Estamos acostumados com esse clima de guerra".

A guerrilha Hizbollah, xiita e que conta com o apoio do Irã e da Síria, capturou dois soldados israelenses e matou outros sete em um ataque realizado na fronteira do Líbano com Israel, elevando ainda mais o nível de tensão no Oriente Médio.

O primeiro-ministro do Estado judaico, Ehud Olmert, descreveu a investida como um "ato de guerra" do Líbano e prometeu uma resposta enérgica. O país já lança uma grande operação militar na Faixa de Gaza depois de um soldado ter sido capturado por grupos palestinos, na semana passada.

Israel mobilizou uma divisão de infantaria da reserva, e o Hizbollah declarou alerta militar. Mas moradores do sul do Líbano, grande parte do qual foi ocupado por Israel durante 22 anos, até 2000, não pareciam amedrontados.

"Nós, os xiitas do sul, somos mais fortes que os palestinos ou mesmo que os norte-americanos", afirmou Hussein Mohammed, de 55 anos. "A resistência nos deu um equilíbrio de poder e Israel pagará o preço de qualquer retaliação".

O Hizbollah, conhecido por seus seguidores como "a resistência", realizou uma campanha ininterrupta de combate à ocupação israelense do sul do Líbano.

Israelenses manifestavam hoje irritação e frustração com a abertura de uma nova frente de violência, information pills depois que guerrilheiros do Hizbollah capturaram dois soldados de Israel e mataram outros sete.

O ataque abriu uma segunda frente de batalha para Israel, recipe que já está atacando a Faixa de Gaza para tentar recuperar um soldado sequestrado. A região atinge agora o pior nível de violência desde o auge do levante palestino.

"A situação é tensa e estamos abalados. É como se estivéssemos de luto", disse Yehuda On, de 52 anos, que tem um quiosque que vende comida no mercado Mahane Yehuda, em Jerusalém. "O Exército precisa reagir com força".

A violência acabou com as esperanças que muitos israelenses nutriam de que talvez fosse possível pôr fim ao conflito com seus vários adversários por meio de uma mistura da desocupação voluntária e proteção das fronteiras pela força.

Israel deixou a Faixa de Gaza no ano passado, depois de 38 anos de ocupação, e abandonou o sul do Líbano em 2000, depois de permanecer lá por 22 anos. Mas as forças israelenses voltaram a entrar em Gaza depois do sequestro do cabo Gilad Shalit por militantes palestinos, no dia 25 de junho. Agora, a expectativa é que a situação se repita no Líbano.

"Os nervos de Israel já estão à flor da pele. Isso vai convencer muita gente de que é preciso fazer algo drástico para restabelecer a credibilidade", disse o analista Mark Heller. Os sequestros de militares são uma questão complicada para Israel porque o serviço militar no país é obrigatório. O premiê israelense, Ehud Olmert, recusou-se a discutir uma possível troca de prisioneiros para não incentivar novos sequestros.

Se Olmert foi questionado em relação à crise, foi principalmente por israelenses que acham que ele não está sendo duro o suficiente, apesar do fato de 74 palestinos terem sido mortos na ofensiva de Gaza.

"Olmert não está fazendo nada", disse Haim Lazau, de 21 anos, estudante de uma escola religiosa. "Ele fala, mas não age".

As crises ofuscaram o plano recentemente divulgado por Olmert para reformular a presença israelense na Cisjordânia, que pretendia abrir mão de assentamentos isolados e reforçar os blocos maiores.

O objetivo era estabelecer uma fronteira permanente com os palestinos, independentemente do andamento das negociações de paz. Mas os fatos recentes estão fazendo com que os israelenses duvidem que a mudança trará mais segurança.

O grande temor, agora, é de que haja conflitos indefinidamente na Faixa de Gaza e no sul do Líbano, o que provocaria um aumento nas baixas.

"Primeiro o sequestro de Gilad, agora isso. Começo a ter dúvidas sobre o Exército", disse Yael Ilan, de 18 anos, que deve prestar serviço militar no próximo ano.

Ao menos dez pessoas morreram no sul do Chile devido a enchentes e deslizamentos de terra provocados por fortes chuvas, information pills disseram autoridades do governo e a mídia local. O governo decretou a região de Bio Bio (500km ao sul de Santiago) uma zona de desastre, sickness liberando recursos para responder à situação.

Deslizamentos de terra soterraram cerca de dez pessoas na noite de terça-feira em Chiguayante, perto da cidade costeira de Concepción. A equipe de resgate em Chiguayante encontrou cinco corpos. Entre os desaparecidos estão dois bombeiros que procuravam vítimas depois de um deslizamento de terra e foram soterrados por outro deslizamento.

Cerca de 28 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas no sul do país, devido às fortes chuvas e ao transbordamento de rios, incluindo o rio Bio Bio, disseram jornais e a rádio. Imagens de TV mostraram dois policiais sendo levados pelo rio Teno enquanto trabalhavam para retirar pessoas que moram às margens do rio quando as enchentes levaram seu carro de patrulha, disse o chefe de polícia nacional. "Espero que eles estejam vivos. Acredito em milagres", disse o chefe de polícia, José Alejandro Bernales.

 

Três agências bancárias da região metropolitana de São Paulo sofreram ataques criminosos desde a madrugada até o meio-dia de hoje, sick informou o Sindicato dos Bancários de São Paulo, medicine Osasco e Região. Nenhuma pessoa foi ferida.

O sindicato que abrange a capital paulista e mais 16 municípios da região confirmou ataques a uma agência do Itaú no bairro da Mooca, discount zona leste, outra do Bradesco, no centro da cidade, e uma do Santander Banespa, em Osasco.

Uma nova onda de violência promoveu mais de 20 ataques criminosos nesta madrugada, com pelo menos cinco mortos, ônibus incendiados e ações contra alvos de segurança e civis, segundo a polícia.

Em maio, 19 agências bancárias foram atacadas, segundo o sindicato, em uma série de ataques que matou mais de cem pessoas, de acordo com números oficiais, entre criminosos, inocentes e policiais.

O sindicato informou ainda que vai enviar uma carta à Federação dos Bancos do Brasil (Febraban) para exigir o fechamento das agências sem condições de segurança após uma inspeção aos locais de trabalho promovidas pela própria entidade trabalhista.

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O líder talibã paquistanês Baitullah Mehsud assegurou hoje que suspendeu as negociações de paz dos insurgentes com o Governo paquistanês, erectile segundo declarações citadas pelo canal privado “Dawn”.

Mehsud havia ameaçado romper os acordos de paz que o Executivo assinou com líderes locais no vale do Swat (norte) e em algumas regiões tribais se o Exército lançasse ofensivas militares no noroeste do Paquistão.

As tropas paquistanesas se desdobraram hoje na demarcação de Khyber, próxima a Peshawar, capital da Província da Fronteira do Noroeste, onde 60 pessoas morreram esta semana em confrontos tribais.

No entanto, o porta-voz de Exteriores paquistanês, Muhammad Sadiq, destacou à Agência Efe que o Governo “nunca conversou com Mehsud”.

“Estamos em contato só com aqueles grupos que demonstram uma vontade inequívoca de abandonar a violência”, afirmou.

O líder, que tem sua base de operações na região tribal do Waziristão do Sul, é considerado um dos principais chefes talibãs do Paquistão, embora no vale do Swat, por exemplo, os insurgentes sejam comandados por Fazlullah, conhecido como “maulana FM Radio” por suas mensagens de rádio.

O vice-secretário-geral do Partido Nacionalista Awami, partido no Governo da Província da Fronteira Noroeste (NWFP), Hasham Babar, disse à Efe que sua legenda “nunca esteve de acordo com as negociações com Mehsud”, e insistiu em buscar o diálogo apenas com quem tenha “uma clara vontade de abandonar o caminho da violência”.


 

De hoje a sábado, cheap Salvador deve funcionar como uma extensão do continente africano. É que a capital baiana sedia a 2ª Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora (Ciad), about it que vai reunir intelectuais, representantes da sociedade civil e tomadores de decisão para discutir temas de interesse da África e dos afro-descendentes, como saúde, educação, religião, comércio, ciência e tecnologia. 

A conferência, cuja primeira edição ocorreu em Dacar, no Senegal, em outubro de 2004, foi aberto hoje pela manhã, pelo presidida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a presença de chefes de Estado e de governo dos países participantes. Termina no sábado com o Fórum de Diálogos África-Diáspora. São esperadas personalidades como a ecologista queniana Wangari Maathai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2004, e o presidente da Comissão da União Africana, Alpha Oumar Konare.

A diáspora, segundo a Fundação Palmares, os cerca de 12 milhões de africanos que foram espalhados pelas Américas pelo tráfico de escravos, é o outro assunto da conferência. Diáspora, do grego Diasporá, significa neste contexto a dispersão desses povos em virtude da perseguição de grupos dominadores intolerantes, de acordo com o Dicionário Aurélio. 

O Centro de Convenções de Salvador, um espaço com 57 mil metros quadrados, 17 auditórios com capacidade para 60 a 2 mil pessoas, e 22 salas de apoio, sediará a chamada parte intelectual da conferência. Para o auditório principal, o Iemanjá, estão previstas três sessões plenárias: A Diáspora e o Renascimento Africano; Gênero e Eqüidade na África e na Diáspora; e Paz, Democracia e Desenvolvimento. 

Nos outros auditórios haverá 24 mesas de debates, sobre temas como a história das línguas africanas, a religião, a luta contra a pobreza e o combate ao racismo. E diversos eventos culturais estão previstos para outros locais da cidade, lvador diversos eventos culturais, como exposições de arte, shows de música africana, feiras de artesanato e debates na Universidade Federal da Bahia (UFBA)  e na Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Cerca de 2 mil pessoas são esperadas na conferência, que será transmitida por vários telões espalhados pela cidade de Salvador. Toda a programação do evento pode ser encontrada no site www.mre.gov.br/ciad.

De acordo com a Fundação Cultural Palmares, ligada ao Ministério da Cultura, o Brasil é a segunda maior nação negra do mundo, depois da Nigéria, e a Bahia tem a maior população negra fora do continente africano. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que há quase 76 milhões de brasileiro negros e pardos, cerca de 45% da população.

 

 






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