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Brasil

Resgate busca desaparecidos após porto desabar no AM

Arquivo Geral

18/10/2010 19h06

Duas pessoas estão desaparecidas desde ontem, quando desabou parte do maior porto privado de Manaus. Carretas, caminhões e contêineres foram soterrados pelo barro ou ficaram submersos no rio Negro. O porto Chibatão, na zona sul de Manaus, ocupa uma área de 217 mil metros quadrados, segundo o site do porto, e é o principal ponto para saída de mercadorias da Zona Franca de Manaus. Até o fim da tarde de hoje, a administração do porto não havia dado nenhuma informação sobre estimativa de perdas materiais no acidente.

Na tarde de ontem, o Corpo de Bombeiros havia recebido informações de que cerca de quinze pessoas estariam desaparecidas. A administração do porto, contudo, só confirmou aos Bombeiros no fim da tarde de ontem o nome de dois funcionários desaparecidos. Sílvio Barbosa Silva, de 30 anos, e Pedro Paulo da Silva, de 63, estariam construindo uma rampa no momento em que o barranco desmoronou. Os Bombeiros receberam denúncia de que a construção não estava autorizada pela prefeitura. A assessoria da prefeitura não confirmou se havia autorização para a obra.

Segundo os Bombeiros, cem homens estão trabalhando no local do acidente desde ontem. Há um cão farejador, mergulhadores, um helicóptero e gente por terra. Um guindaste do porto está retirando as carretas e contêineres. Ainda segundo os Bombeiros, o trabalho é cuidadoso e lento, pois há riscos de novos deslizamentos de terra.

Três biólogos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão desde a manhã de hoje no local avaliando se o acidente gerou danos ambientais. Caso o laudo aponte alguma responsabilidade humana, o porto deve ser multado. O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) também prepara um relatório sobre possíveis novos riscos na área do acidente, encomendado pela Defesa Civil Municipal.

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