O último documento que faltava para a aprovação do imunizantes russo Sputnik V foi entregue nesta sexta-feira (21) para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No relatório haviam dados da qualidade e eficácia da vacina.
“Diante da urgência de imunização da população brasileira, com o incremento incessante do número diário de contaminados e mortos (já alcançado o trágico total de 446.403 mortes), e da chegada comprovada da nova cepa indiana no país e no Nordeste, de ainda maior letalidade, pleiteamos a imediata análise do pleito, no prazo de 07 (sete) dias, sob pena de maiores atrasos na importação, distribuição e aplicação da vacina, única medida eficaz para o controle da pandemia”, escreveu a Procuradoria-Geral da Bahia no ofício de entrega do material.
Há um mês, a Agência havia negado a autorização por riscos de segurança. Além da Anvisa, o documento também será encaminhado para o Supremo Tribunal Federal, para tentar acelerar a análise dos dados.
Os governadores do nordeste, que vinham organizando a compra e o documento, se mostram otimistas com a aprovação da vacina no Brasil. “Agora, esperamos que o órgão de vigilância sanitária brasileiro cumpra a lei e autorize a importação excepcional de imunizantes já aprovados em outros países e dê seu parecer favorável para o uso da vacina Sputnik V no Brasil”, afirma Wellington Dias, governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste.
Para os governadores do Consórcio do Nordeste, a vacinação da população brasileira é medida urgente para o controle da pandemia. Isso não só por causa do aumento do número diário de contaminados e mortos, mas também pelo registro da chegada ao Brasil da nova cepa indiana do coronavirus no Maranhão, esta semana, considerada ainda de maior letalidade.