Chega ao fim o motim no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luis, após quase 30 horas de rebelião, que deixou, pelo menos, 18 mortos, tal como confirmaram à Agência Efe fontes oficiais.
Entre as vítimas, 15 pertenciam ao Presídio São Luís, destinado aos detentos mais perigosos, e as outras três eram internos da Penitenciária de Pedrinhas, onde alguns têm direito ao regime semiabierto.
Cinco guardas carcerários, que serviram como reféns, foram libertados e passam bem. Dois deles, que estavam com a saúde debilitada, foram liberados antes do fim do motim. As vítimas foram encaminhadas a um hospital para receber atendimento médico.
Depois do fim da rebelião, os detentos foram para o pátio e equipes vistoriaram as celas na busca de armas. Foram apreendidos dois revólveres calibre 38 e um calibre 32.
Os líderes da rebelião autorizaram, na noite de segunda-feira, a retirada de nove cadáveres, dos quais três estavam decapitados.
Outros seis corpos foram encontrados dentro da mesma unidade após o fim do motim.
Os rebelados rejeitaram, inicialmente, as tentativas de negociação empreendidas pela Polícia. Dessa forma, a governadora, Roseana Sarney, precisou pedir ajuda ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que reforçou o cerco à prisão com membros da Força Nacional de Segurança.
As negociações só foram aceitas com a chegada do pastor evangélico, Marcos Pereira, e do juiz, Marcelo Lobao, que transmitiram a promessa da direção do presídio de promover melhorias no abastecimento de água e na qualidade dos alimentos.
Os presos exigiam a separação de internos que pertencem a grupos rivais, a aceleração dos processos judiciais e melhorias na alimentação.
Pedrinhas é o maior centro penitenciário do Maranhão e é integrado por seis unidades com capacidade para abrigar dois mil presos. No entanto, o complexo possui, atualmente, quatro mil detentos.