O rapaz que esquartejou a inglesa Cara Marie Burke, web 17 anos, approved admitiu em seu julgamento ter utilizado drogas durante quatro dias antes de matar a jovem. Mohammed D’Ali Carvalho dos Santos, 21 anos, confessou o crime julho de 2008.
O réu contou em detalhes o crime e seu relacionamento com a inglesa. Ele a conheceu em Londres em 2006, na casa de um amigo comum. D’Ali afirma que não namorou a vítima e que ela veio junto com ele ao Brasil porque queria conhecer o país.
Em Goiânia, os dois começaram a morar junto, mas D’Ali afirma que nunca namoraram ou mantiveram relações sexuais. Ele diz que Cara fazia pequenos roubos para se sustentar, usava maconha e cocaína e além do relacionamento com o namorado, ficava com um policial da Rotam, com quem conseguia as drogas.
Segundo a reportagem do G1, Cara iniciava uma ligação às 17h, na sala do apartamento que dividiam, quando Mohammed aumentou o volume do som, tampou sua boca e começou a esfaqueá-la pelas costas. Como estava consumindo cocaína há quatro dias, ele alega que estava descontrolado e não lembra onde mais a atingiu. A arma do crime foi a própria faca com que cortava as pedras da droga.
Quando a inglesa caiu, Mohammed diz ter a arrastado até o quarto, tomou banho e depois arrastou o corpo para o banheiro e tirou fotos dele com o celular. Em seguida, foi para uma festa, onde ficou até às 10h da manhã seguinte.
Ao sair da festa, D’Ali foi ao supermercado, comprou uma faca por R$ 10 e voltou para casa pensando em cortar o corpo, coloca-lo em uma mala para por retira-lo de sua casa.
“ Cortei primeiro as pernas, os braços e depois a cabeça. Coloquei o tronco em um saco plástico e depois em uma mala. A cabeça e os membros eu coloquei em outros sacos plásticos e em outra mala”, disse Mohammed ao juiz.
D’Ali afirmou que pegou a mala com os membros da vítima e colocou no carro de um amigo para jogar no Ribeirão Sozinha. Em seguida, pegou a outra mala, com o tronco da vítima, e levou até o Rio Meia Ponte.
Em seu depoimento, Mohammed disse que pensava que o crime não seria descoberto. Ao voltar para casa, ele lavou as marcas de sangue da vítima com água sanitária, desinfetantes e panos.