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"Só Alonso deu problema na McLaren", diz Ron Dennis

Arquivo Geral

29/11/2007 0h00

Chefe da McLaren, Ron Dennis admitiu, em entrevista ao jornal colombiano El Tiempo, que a única relação que terminou mal dentro da escuderia foi com Fernando Alonso. Em contrapartida, o inglês apontou o piloto de testes do time, Pedro de la Rosa, como um dos possíveis companheiros de Lewis Hamilton para a próxima temporada.

Fernando Alonso teve uma temporada bastante polêmica na McLaren. Embora bicampeão mundial, o espanhol teve que encarar a forte concorrência com o jovem Hamilton, o que gerou muitos atritos internos no time prateado. No fim, tanto piloto como equipe decidiram finalizar o compromisso, liberando o ibérico para procurar uma nova casa.

Ron Dennis lamentou o desfecho do caso Alonso, mas afirma que seu pensamento agora é na próxima temporada. “Não creio que tivemos outros problemas além do normal com os pilotos que saíram do time. Na realidade, a única relação que acabou mal foi com Alonso. Não queríamos que as coisas terminassem assim. Porém, já não há nada mais o que fazer e agora pensamos em 2008”, disse o britânico.

Por enquanto, a McLaren não tem nomes concretos para ocupar o lugar de Alonso, mas Dennis dá pistas de que Pedro de la Rosa pode ser o escolhido. “Não decidimos, não temos pressa. Pode ser Pedro de la Rosa. Há muitas opções, porém não posso dar nomes. O certo é que trabalhamos com Lewis Hamilton”, confirmou.

Sobre o afamado escândalo de espionagem envolvendo a McLaren, Dennis disse que a punição de sua equipe – perda dos pontos no Mundial de Construtores e multa de aproximadamente R$ 179 milhões – foi injusta. “Acho que foi excessiva e muito injusta. Não há provas de que atuamos de forma irregular. Se foram cometidos erros, foi de um indivíduo e não da equipe”.

O todo poderoso da McLaren admitiu, por fim, que está pensando na aposentadoria. “Tenho 60 anos e gostaria de me distanciar deste pessoal. Este é um negócio que exige muita concentração e trabalho. Passei 18 campeonatos longe de minha família e ainda quando volto a Londres acreditam que estive passeando”, concluiu.

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