A suspeita de torturar uma menina de dois anos, no Rio de Janeiro, se entregou no início desta tarde (13). A aposentada Vera Lúcia de Sant’anna Gomes, estava foragida da polícia. Gomes cumpriu com o que o seu advogado Jair Leite Pereira, havia mencionado sobre sua apresentação à Justiça, que ocorreria na sexta-feira (14).
Segundo o delegado da Polinter, Paulo Freitas, Vera Lúcia, passará por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e seguirá para uma cela especial no presídio de Pedrolino Werling de Oliveira, mais conhecido como Bangu 8, na Zona Oeste do Rio.
A prisão da procuradora havia sido decretada no dia 5 de maio pelo juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 32ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. No entanto, no dia de sua prisão, a acusada teria comparecido juntamente com os policiais à delegacia, mas por falta de um documento oficial foi liberada. Horas depois, já com os documentos legais em mãos, os policiais a procuraram em seu apartamento em Ipanema, Zona Sul do Rio, e em sua casa em Búzios, na Região dos Lagos. Sem sucesso.
Com o sumiço, a aposentada passou a ser considerada como foragdida da polícia. Cartazes foram divulgados por toda a cidade em busca de informações sobre seu paradeiro, além de um número disponibilizado pelo Disque-denúncia.
O Ministério Público (MP) determinou, um dia após o decreto de sua prisão, que a acusada inicie imediatamente o pagamento de um tratamento psicológico à menina, orçado em 10% de seus rendimentos.