Por causa da baixa umidade do ar, a Defesa Civil decretou hoje (18) estado de atenção na cidade de São Paulo. De acordo com o órgão, a umidade relativa do ar ficou perto dos 30% nas horas mais quentes do dia. A recomendação da Defesa Civil é de que os paulistanos evitem a prática de exercícios e a exposição ao sol entre 11h e 15h e bebam bastante líquido. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que a qualidade do ar no estado de São Paulo nas últimas 24 horas foi regular e que esta situação deve se repetir no sábado (19). Se a umidade continuar baixa, a Cetesb pode fazer o alerta de estado de inadequação.
O gerente do Departamento de Qualidade Ambiental da Cetesb, Carlos Komatsu, explicou que a qualidade do ar costuma piorar nesta época de temperatura e umidade mais baixas. “Normalmente esse é um período mais seco, com muito menos chuva e o que acontece é que os poluentes vão se acumulando na atmosfera, alguns deles chegando num nível que pode causar algum incômodo e afetar a saúde da poluição”.
Os principais poluentes, segundo ele, são monóxido de carbono, ozônio, dióxido de enxofre e o dióxido de nitrogênio. “Nesta época do ano, a concentração de monóxido de carbono e material particulado partículas inaláveis aumenta por causa da piora da dispersão”, explicou Komatsu.
No entanto, o gerente disse que o poluente que tem mais chamado a atenção da Cetesb é o ozônio, que tem se espalhado por várias regiões do Estado. “Apesar de não se formar nessa época do ano, é o poluente que mais preocupa porque temos registrado que o ozônio tem o maior número de ultrapassagens do padrão de qualidade do ar”.
Para controlar essa poluição, segundo Komatsu, seria necessário atacar as fontes. “Se há uma ação em cima das indústrias, estabelecendo metas de redução, pode-se reduzir a emissão de poluentes”, afirmou. Outra forma para reduzir a poluição seria submeter os veículos à inspeção veicular e também evitar o uso de automóveis. “O interessante para se reduzir a emissão definitivamente é que não tenham, ou tenham menos, veículos em circulação. Para isso acontecer, deve-se investir em transporte público de qualidade para que as pessoas deixem seus veículos nas garagens”.