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Brasil

Política de reprodução assistida no Brasil está parada

Arquivo Geral

05/10/2010 10h35

Lançada em março de 2005 e regulamentada em julho do mesmo ano pelo Ministério da Saúde, a Política Nacional de Atenção Integral em Reprodução Assistida não durou nem uma semana. A estratégia previa o atendimento para casais com dificuldades de ter filho. A recomendação lançada ontem pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais de dar aconselhamento a portadores de HIV interessados em ter filhos deve esbarrar nessa dificuldade de acesso a terapias de reprodução in vitro.

A assistência da Política Nacional de Atenção Integrada em Reprodução seria global: desde diagnóstico até tratamento. Seis dias depois de ser regulamentada, ela foi suspensa para reavaliação e nunca mais foi reativada. Com a suspensão, pacientes que precisam de tratamento têm na rede pública acesso a apenas exames de diagnóstico e a procedimentos mais simples. No caso da indicação de técnicas de fertilização, o paciente tem duas escolhas: recorrer a clínicas privadas ou procurar um centro universitário de referência.

Segundo o diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do ministério, José Luiz Telles, a política nacional não foi retomada por problemas de financiamento e por haver lacunas de regulamentação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

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