Seis estudantes e o passageiro de um ônibus já foram ouvidos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro no inquérito que apura a morte da universitária paulista Jéssica Philipp Giusti, de 21 anos, assassinada na manhã de segunda-feira, 18, na cidade de Três Rios (RJ). Hoje, os policiais analisaram os dados do computador da estudante em busca de informações.
De acordo com a delegada titular da 108ª Delegacia de Polícia, Claudia Abbud, nenhuma hipótese para o crime está descartada. Ela revelou que apenas o celular da vítima foi levado, mas o cartão de crédito, documentos, a mala e a mochila dela foram encontrados junto ao corpo da jovem.
Jéssica era natural de Piracicaba (SP) e cursava o 2º Período de Direito no câmpus de Três Rios da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Os agentes também analisam imagens de câmeras de segurança da cidade. “Não é um crime típico da região. Estamos pedindo a ajuda da comunidade, porque alguém deve ter visto algo de estranho. No entanto, as ruas estavam desertas, pois era o primeiro dia do horário de verão”, afirmou a delegada.
Segundo as primeiras investigações, após visitar os pais em Piracicaba, Jéssica chegou de ônibus, por volta das 5 horas, ao Terminal Rodoviário Arsonval Macedo e foi andando para a casa. Ela teria sido interceptada por um carro a poucos metros de onde morava, na Rua Barbosa Andrade, no centro da cidade. O corpo foi encontrado na Avenida Walcreuse Meireles, na localidade Baixo Purys, próximo ao km 17 da BR 040. A polícia ainda não sabe se o criminoso agiu sozinho ou com a ajuda de um comparsa.
“Ela foi levada por alguém a 30 metros da minha casa. É assustador porque a cidade nunca teve um crime semelhante. A chegada do crack aumentou a ocorrência de furtos, mas não tínhamos visto nada igual”, afirmou Guilherme Botelho, de 21 anos, estudante de Direito da UFRRJ e colega de Jéssica. Ele prestou depoimento hoje e afirmou que a amiga não consumia entorpecente, não tinha inimigos e era a primeira aluna da turma. O universitário ressaltou que o policiamento na região é deficiente. Segundo ele, apenas três viaturas do 38º Batalhão de Polícia Militar de Três Rios fazem o patrulhamento à noite em todo o centro da cidade.
As primeiras informações da perícia apontam que a universitária não tinha ferimentos que indicassem luta corporal ou violência sexual. A morte ocorreu devido a ferimentos profundos no crânio da vítima, provavelmente provocados por vários golpes. Os investigadores também descartaram qualquer envolvimento da jovem com tráfico de drogas. O corpo dela foi levado para São Paulo onde foi velado e enterrado na tarde de hoje, no cemitério da Saudade, no bairro Vila Monteiro, em Piracicaba.