As autoridades do Rio de Janeiro ordenaram, nesta quarta-feira, prontidão da Polícia na cidade para responder à onda de violência de organizações criminosas, que deixou, pelo menos, sete mortos, 16 veículos incendiados e uma cabine policial metralhada desde a noite de terça-feira.
A prontidão, que obriga os policiais a permanecerem em seus postos até nova ordem e suspende dias de folga e férias, foi ordenada após a intensificação dos ataques de grupos criminosos, que provocam pânico no Rio de Janeiro desde sábado.
A ordem partiu do comandante geral da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro, Mario Sergio Duarte, e se estende a todos os policiais dos 19 batalhões da corporação na região metropolitana.
“Toda a Polícia Militar está de prontidão. O esquema anterior era de redução de folgas, mas nesse momento todos os policiais que estavam em casa foram convocados e o expediente não tem hora para acabar”, explicou o chefe de Relações Públicas da corporação, coronel Lima Castro.
A Polícia informou nesta quarta-feira que, pelo menos, sete supostos narcotraficantes morreram nas operações realizadas em distintas favelas da cidade para reprimir os bandos acusados dos ataques.
Entre a noite de terça-feira e a manhã desta quarta-feira, bandidos atearam fogo a cinco ônibus, uma van e dez automóveis particulares em diferentes áreas da região metropolitana do Rio, incluindo os municípios da Baixada Fluminense e de Niterói.
Também atacaram uma cabine policial na cidade de Duque de Caxias, mas o agente que estava no local saiu ileso graças aos vidros blindados da estrutura.
Com os novos ataques, registrados poucas horas depois de a Polícia ter reforçado sua presença nas ruas e realizado operações em pelo menos 17 favelas, subiu para 20 o número de incidentes violentos.
As autoridades da cidade atribuíram a onda de violência a uma reação de grupos de narcotraficantes que foram expulsos pela Polícia das favelas que controlavam.