A Polícia Civil de São Paulo suspeita que o milionário roubo à joalheria Tiffany, no mês passado, foi cometido “no lugar errado”, disse hoje o delegado Adalberto Henrique Barbosa, do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic).
“Pode ser que tenham dado o golpe no lugar errado. Essa hipótese é bastante plausível”, disse o delegado em entrevista coletiva, na qual explicou as linhas da investigação sobre o roubo de cerca de R$ 1,5 milhão em joias.
As autoridades acreditam que os ladrões, que portavam armas de fogo, não desejavam roubar a Tiffany, mas uma loja de relógios da Rolex localizada no mesmo shopping, o Cidade Jardim, e que foi assaltada na segunda-feira.
O representante do Deic explicou que trabalha com a possibilidade de que ambos os roubos estejam relacionados e de que a relojoaria fosse o alvo principal da quadrilha.
Barbosa disse que chegou a esta conclusão pelo relato dos funcionários da joalheria, que garantiram que os suspeitos perguntavam insistentemente pelos relógios, em vez das joias.
Além disso, as vítimas comentaram que os bandidos pareciam desconhecer o valor das joias que levaram à mão armada.
Até agora, a Polícia identificou oito suspeitos do assalto à Tiffany, ocorrido no dia 16 de maio, e deteve quatro deles.
O delegado não descartou que algum funcionário do shopping tenha passado informações confidenciais à quadrilha.