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PMs são presos sob suspeita de matar policial que investigava milícias no Rio

Um dos subtenentes era motorista do comandante do 27º BPM (Santa Cruz), bairro onde ocorreu o crime, e chegou a trabalhar com Vaneza

Foto: Reprodução

BRUNA FANTTI

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

Dois subtenentes da Polícia Militar do Rio de Janeiro foram presos nesta quarta (7) sob suspeita de participação no assassinato da policial militar Vaneza Lobão, 31, ocorrido em novembro do ano passado. A policial integrava desde 2013 uma unidade judiciária-militar da PM responsável por investigar o envolvimento de policiais da corporação com a milícia e o jogo do bicho.

Um dos subtenentes era motorista do comandante do 27º BPM (Santa Cruz), bairro onde ocorreu o crime, e chegou a trabalhar com Vaneza. Ao ser preso, ainda de serviço, ele teria negado envolvimento no assassinato, segundo colegas de trabalho. O policial ainda não tem advogado. O outro suspeito preso era lotado no 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes).

Ambos estão presos na DHC (Delegacia de Homicídios da Capital), que conduziu a investigação em conjunto com a PM.

Em nota, as polícias afirmaram que os “dois policias militares realizaram diversas pesquisas, em bancos de dados oficiais, relacionadas à vítima Vaneza com o fim de monitorá-la e colher informações relacionadas à sua rotina e endereço”.

Vaneza atuava na unidade da corregedoria da Polícia Militar responsável por apurar crimes militares de policiais, especificamente de agentes envolvidos com milícia e contravenção. E elaborava relatórios de inteligência a respeito da atuação de milicianos na zona oeste do Rio, por exemplo.

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As investigações apontaram ainda que munição pertencente à própria Polícia Militar foi usada no homicídio. Isso porque no local do crime foi encontrado um estojo de pistola calibre .40 comprado em 2009 e entregue no mesmo ano para o batalhão do

Recreio dos Bandeirantes, onde um dos agentes presos trabalhava.

A policial foi morta quando abria a garagem de casa para entrar com o carro, na noite de 24 de novembro de 2023. De acordo com os primeiros relatos de testemunhas, os criminosos estavam no aguardo de Vaneza e usavam capuzes.

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