Estudo coordenado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa HCor foi destaque no último Congresso da American Heart Association e pode mudar a forma como se realizam angiografias em todo o mundo. Esse procedimento é muito usado tanto no diagnóstico como no tratamento de problemas cardiovasculares.
Realizado com 2.308 pacientes de 46 hospitais públicos e privados, o estudo avaliou a eficácia de uma droga – a N-acetilcisteína (ACT) – na prevenção de lesão renal induzida pelo contraste usado na angiografia.
“Havia diversos estudos sobre o tema. Alguns mostravam que o ACT protegia o rim e outros mostravam que não. Mas eram pesquisas pequenas. Agora demonstramos de forma inequívoca a ausência de efeito protetor da droga”, explica Otávio Berwanger, coordenador do estudo.
Como a angiografia é um procedimento muito realizado, a descoberta pode ter impacto para muitos pacientes. “Na dúvida se era eficaz ou não, muitos hospitais usavam o ACT. Além de evitar gastos com a droga, o estudo evita atrasos no procedimento, pois é preciso esperar 24 horas após a aplicação do ACT para realizá-lo.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
AE