BÁRBARA SÁ
FOLHAPRESS
O pecuarista João Roberto Bolelli, 62, investigado sob suspeita de feminicídio contra sua namorada Priscila Lacerda Custódio, 24, pode ter morrido de infarto, afirmou à Folha nesta terça-feira (3) a advogada Lauriani Baldini França.
O corpo dele foi encontrado na segunda-feira (2), em uma área de mata na fazenda onde morava, em Rifaina, no interior paulista.
Segundo a advogada, a família ainda suspeita que ele tenha morrido em 27 de outubro, mesmo dia em que Priscila foi assassinada, pois essa foi a última data em que ele foi visto por conhecidos.
O laudo da necrópsia e exames periciais devem confirmar as causas e a data exata do óbito.
O corpo estava em avançado estado de decomposição quando foi localizado na propriedade, às margens da rodovia Cândido Portinari, em Rifaina, na divisa com Minas Gerais. Um neto acionou a Polícia Militar, e a perícia foi chamada.
A morte foi registrada como suspeita. A polícia também investiga a possilidade de suicídio
Irmão de jovem foi morta na propriedade.
Priscila foi morta com um tiro na cabeça na mesma propriedade em que o pecuarista foi encontrado morto. Segundo o irmão dela, o tiro foi disparado por Bolelli.
Em depoimento à polícia, o irmão afirma que acompanhou a jovem até a fazenda para devolver uma caminhonete Toyota Hilux pertencente ao namorado.
Na ocasião, ela teria dito a Bolelli que queria terminar o relacionamento. O pecuarista, então, exigiu a devolução de um celular dado à jovem.
Ela respondeu, segundo o irmão, que entregaria o aparelho desde que recebesse o dela de volta. Nesse momento, Bolelli sacou uma arma e atirou contra Priscila.
O irmão ainda relata que o pecuarista o ameaçou, apontando uma arma em sua direção, e ele correu. Bolelli teria fugido com a caminhonete.