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Brasil

Paulo Bernardo nega divergência entre ministros na condução da política monetária

Arquivo Geral

03/02/2010 0h00

 

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, garantiu hoje (3) que não existem divergências entre os ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, na condução da política monetária. Segundo Paulo Bernardo, às vezes, Mantega e Meirelles fazem declarações com ênfase diferente sobre determinados assuntos, mas isso não significa divergência.
“Tem um nervosismo evidente em um setor do mercado financeiro, que, a qualquer momento, a qualquer frase de um ministro, quer interpretar e fazendo [análises].”, disse Paulo Bernardo, que participou da entrevista coletiva sobre a nova família de cédulas do real. Ele ressaltou que é preciso ter muito cuidado porque muitas dessas pessoas fazem um tipo de jogo financeiro para especular no mercado.

Para ele, o importante é ter uma vigilância severa sobre a inflação e, se houver sinais de elevação dos índices, o Banco Central tomar as providências que sempre tomou, evitando especulações.

“Esse tipo de coisa não leva a nada. Neste ano [em que serão realizadas eleições gerais], vamos ter grandes debates sobre política monetária, fiscal e cambial. Vocês sabem, por exemplo, que o PSDB [partido de oposição ao governo] já anunciou que vai mudar a política para a inflação, o câmbio e a política de juros”, disse.
De acordo com o ministro, esse é um debate que vai aparecer, mas o governo deve ter toda a tranquilidade sobre o assunto. Paulo Bernardo sugeriu, inclusive, que o PSDB antecipasse de antemão qual será a grande mudança substancial que o partido pretende fazer, caso saia vitorioso da eleição presidencial, como teria indicado o presidente dos tucanos, senador Sérgio Guerra (PE).

“Isso, sim, pode dar margem a [esse tipo de] interpretação. Agora, um ministro dá mais ênfase para um dos aspectos, se o mercado de trabalho está mais forte ou menos forte., não é motivo para a gente ter turbulências”, afirmou.

Perguntado sobre o motivo de três ministros, e não apenas um representante do Banco Central, terem participado da entrevista para o lançamento da nova família de cédulas, bem-humorado, Paulo Bernardo afirmou que não se tratou de um movimento articulado para mostrar unidade entre a equipe econômica.

“Também se a gente não tivesse unidade sobre a nova moeda de cédulas seria uma coisa fantástica. Você viram que eu tive que sair [da entrevista coletiva]. Eu até pensei que o Guido ia oferecer um almoço. Depois, eu vi que ele subiu com o Meirelles, de braços dados. Tou achando que fui excluído”, brincou.

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