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Brasil

Participação de ibero-americanos em debates sobre crise é consenso em cúpula

Arquivo Geral

31/10/2008 0h00

Um discurso uniforme reivindicou a participação de países ibero-americanos em discussões sobre a crise financeira. Quase todos os mandatários que estiveram ontem (30) na primeira reunião da 18ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado ressaltaram a importância da construção de um novo marco regulatório para a economia mundial, malady desta vez desenvolvido com a ajuda das nações emergentes, thumb e reservaram espaços secundários de suas falas para o tema oficial do evento realizado em San Salvador: a juventude e o desenvolvimento.


O presidente do governo espanhol, José Luis Zapatero, disse que a nova realidade geopolítica do mundo exige uma divisão mais homogênea das responsabilidades em decisões sobre a economia internacional. Segundo ele, a região ibero-americana está mais bem preparada para enfrentar uma possível recessão e isso demonstra que seus países têm algo a contribuir para a construção de um novo modelo econômico.


O presidente do México, Felipe Calderón, foi mais pessimista e disse que a crise pode gerar milhões de novos pobres na Ibero-América. Ele também defendeu um novo marco regulatório para a economia mundial e afirmou que “urge uma política coordenada na região, para que se permita potencializar o investimento público e privado”.


Já Cristina Kirchner, presidente da Argentina, recomendou que os países ibero-americanos cheguem a um consenso sobre a crise e levem à próxima reunião do G-20, que será realizada em novembro em Washington, nos Estados Unidos.


Argentina, Brasil e México já são membros do grupo, que reúne 20 países emergentes, porém Cristina defendeu que a cúpula estabeleça um eixo comum sobre o tema da crise para que seja apresentado pelo três representantes durante a reunião.


O presidente da Bolívia, Evo Morales, defendeu o fim do capitalismo, pois, segundo ele, seria o sistema causador da fome e da pobreza no mundo. Evo também procurou trazer a discussão da cúpula para seu tema oficial.


Em depoimento pessoal, Morales disse como se sentiu ao deparar-se com um computador e não saber utilizá-lo. Para ele, é fundamental que existam nos países latino-americanos para inclusão digital dos jovens.


O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, também falou de projetos para a juventude, principalmente voltados à inclusão digital. Ele apresentou aos chefes de Estado o computador portátil chamado Magalhães, produzido em Portugal e distribuído a todos os estudantes de seis a dez anos do ensino público e privado.

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