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Brasil

Parentes de seqüestrada pedem a Uribe que restitua Chávez como mediador

Arquivo Geral

24/11/2007 0h00

Parentes de Ingrid Betancourt realizaram hoje um ato em Paris no qual pediram ao presidente da Colômbia, adiposity Álvaro Uribe, check pela volta de Hugo Chávez ao papel de mediador para a obtenção de um acordo humanitário que permita a libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).


Eles também pediram ao grupo guerrilheiro que entregue o quanto antes provas de vida de Betancourt e de outros reféns, como uma “mensagem forte” para reativar o processo de negociações.


Dezenas de pessoas se reuniram diante da Embaixada da Colômbia em Paris, convocadas pelo Comitê de Apoio a Ingrid Betancourt, ex-candidata presidencial colombiana que tem nacionalidade francesa e que está nas mãos das Farc desde 2002.


O comitê convocou o ato depois que, na quarta-feira, Uribe pôs fim à mediação do presidente venezuelano, que buscava um acordo humanitário que permitisse a troca de 45 reféns das Farc, entre eles Betancourt e três americanos, por 500 insurgentes presos.


“É absolutamente escandaloso que, da noite para o dia, Uribe tenha decidido de forma unilateral fechar as portas à mediação de Chávez, o único ao qual as Farc reconhecem e o único que pode falar ao mesmo tempo com ele e com a guerrilha”, afirmou o ex-marido de Betancourt, o francês Fabrice Delloye.


Segundo ele, o líder colombiano estaria interessado “unicamente em considerações de política interna”.


Como deseja concorrer a um terceiro mandato, disse, Uribe “quer sempre interromper as possibilidades de um acordo humanitário”.


“Ele fez isto toda vez que houve progressos. Está em jogo não só a vida de reféns, alguns deles seqüestrados há mais de 10 anos, mas também a paz e prosperidade da Colômbia”, destacou.


Juan Carlos Lecompte, atual marido de Betancourt, também pediu que Uribe volte atrás e disse que as vidas humanas estão “acima de qualquer consideração política ou outra”.


Ele teme que o processo que tinha começado volte a se esgotar com o “rompimento tão brusco” da mediação de Chávez por parte do presidente colombiano.


Entre os participantes do ato em Paris estava o escritor Marek Halter, que criticou Chávez por não ter tido a “decência” de apresentar desculpas aos parentes por seu “fracasso”, e Uribe por “não querer falar com as Farc”. EFE

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