Menu
Brasil

Operação prende 22 policiais corruptos no Rio de Janeiro

Arquivo Geral

11/02/2011 14h18

Pelo menos 28 pessoas, entre elas 16 policiais militares e seis policiais civis, foram detidas nesta sexta-feira em uma operação no estado do Rio de Janeiro para investigar o envolvimento de policiais com traficantes.

O superintendente da Polícia Federal, Ângelo Fernando Gióia, disse que o objetivo primário da operação é alcançar policiais que vazam informações a grupos de criminosos, em entrevista coletiva junto com o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame.

Os responsáveis da chamada Operação Guilhotina receberam ordens judiciais para prender 45 pessoas, entre elas 32 policiais militares e civis, e para entrar em 48 residências e escritórios, dois deles delegacias de Polícia.

Entre as pessoas que ainda estão foragidas está o ex-sub-chefe de Polícia Civil, Carlos Antônio Luiz de Oliveira, no qual há diversas provas de vínculos com grupos criminosos, segundo Beltrame.

Os encarregados da operação interrogaram nesta sexta-feira o chefe da Polícia Civil, comissário Alan Turnowski, em qualidade de testemunha, para esclarecer seus vínculos com vários policiais detidos.

O Ministério Público, que participou das investigações e ordenou as capturas, suspeita que os quatro grupos se apropriavam de armas e drogas confiscadas pela Polícia e que vazavam informações sobre operações policiais.

Beltrame explicou que os policiais corruptos são investigados desde setembro de 2009 precisamente por causa do vazamento de dados sobre uma operação policial contra o grupo que controla o tráfico de drogas na Rocinha, a maior favela do Rio de Janeiro.

Cerca de 380 investigadores da Polícia Federal procedentes de várias cidades e 200 membros de diferentes forças de segurança pública do Rio de Janeiro.

Os policiais corruptos foram identificados graças às escutas telefônicas ordenadas pela Justiça nos dois últimos anos e a informações fornecidas por criminosos que aceitaram colaborar em troca de benefícios judiciais.

O procurador-geral de Justiça, Cláudio Soares Lopes, afirmou que “como cidadão é claro que lamentamos quando agentes públicos deviam defender e acabam transgredindo a lei. Por outro lado, a palavra é de satisfação pela integração das instituições. No combate ao crime, na conduta desses policiais”, disse.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado