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Brasil

Nova espécie de peixe similar à piranha é descoberta no Brasil e nomeada de ‘Sauron’

Estudos científicos estimam que até 42% dos peixes encontrados no rio Amazonas permanecem desconhecidos para o ser humano

Redação Jornal de Brasília

11/06/2024 16h36

Foto: Freepik

Uma espécie de peixe vegetariano similar à piranha foi descoberta no Brasil e recebeu o nome de “Sauron” por sua semelhança com o personagem da saga “O Senhor dos Anéis”, anunciou o Museu Britânico de História Natural nesta terça-feira (11).

Os cientistas denominaram esta espécie de “Myloplus sauron”, acreditando que seu formato arredondado, suas barbatanas vermelhas e sua longa faixa preta lembravam o olho de “Sauron”, o vilão principal da famosa série de fantasia do britânico J.R.R Tolkien.

O “Myloplus sauron” é encontrado exclusivamente na bacia do rio Xingu, afluente do Amazonas, que abriga mais de 600 espécies de peixes, incluindo mais de 70 endêmicas, ou seja, que não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo.

Estudos científicos estimam que até 42% dos peixes encontrados no rio Amazonas permanecem desconhecidos para o ser humano.

Esta nova espécie, descoberta por cientistas que buscam ampliar o conhecimento das comunidades de peixes do rio Amazonas, tem dentes similares aos dos humanos e sua dieta é baseada em plantas.

A existência do “Myloplus sauron” se refletiu na publicação de um estudo na segunda-feira na revista Neotropical Ichthyology, centrado nas piranhas amazônicas e espécies similares a elas, difíceis de distinguir porque mudam de aparência ao longo da vida.

O autor deste estudo, Rupert Collins, um dos principais especialistas em peixes do Museu de História Natural de Londres, participou da descrição e denominação desta nova espécie.

“Quando meus colegas sugeriram o nome que tinham pensado para este peixe, soubemos que se encaixava perfeitamente”, disse Collins em nota.

“Sabemos pouco sobre muitos dos animais com os quais compartilhamos nosso mundo, inclusive coisas tão básicas quanto sua aparência e onde vivem”, acrescentou o especialista.

© Agence France-Presse

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