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Brasil

No Dia Mundial sem Tabaco, cariocas recebem orientações sobre como parar de fumar

Arquivo Geral

31/05/2010 12h56

O Dia Mundial sem Tabaco foi lembrado hoje (31) na capital fluminense com uma campanha pedagógica e o atendimento a população na Praça Afonso Pena, na zona norte. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, participou de ato semelhante na Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, onde funcionários do Instituto Nacional do Câncer (Inca) plantaram flores. Também houve entrega de panfletos sobre os males provocados pelo fumo em diferentes regiões da cidade.

 

O Ministério da Saúde estima que cerca de 200 mil pessoas morram no Brasil todo ano por causa do tabagismo. O Conselho Regional de Farmácia do Estado do Rio de Janeiro (CRF-RJ) adverte que as consequências do fumo nas mulheres, que são o foco da campanha neste ano, são mais devastadoras: a fertilidade pode ser reduzida em 40%, há risco de antecipação da menopausa pode ser antecipada, e a possibilidade de infarto é maior, sobretudo em mulheres que usam anticoncepcionais.

 

Segundo o vice-presidente do CRF-RJ, Marcos Átila, parar de fumar requer muita força de vontade da pessoa. Ele lembrou que doenças como a hipertensão e o diabetes são perigosas por serem assintomáticas.

 

“O grande trabalho acaba sendo quando a gente detecta pacientes que são hipertensos ou diabéticos e nem sabem, porque são doenças assintomáticas agravadas pelo cigarro. Os remédios auxiliam no tratamento, mas o principal é a vontade de parar [de fumar], com apoio médico e até psicológico”, afirmou. “As pessoas estão recebendo orientação médica não só quanto ao uso do tabaco, damos toda orientação sobre o uso dos remédios e fazemos uma avaliação de forma gratuita com professores universitários e voluntários”, acrescentou Átila.

 

Uma das pessoas atendidas pelos profissionais do CRF-RJ foi Lídia Jardim, que nunca fumou. O pai dela morreu por causa de um câncer no pulmão. Para Lídia, a campanha contra o cigarro é necessária, mas exige, como em todo trabalho educativo, persistência.

 

“Acho que abre esse espaço para pensar o assunto e se começar a buscar uma ajuda para largar esse vício, que é muito destrutivo e, infelizmente, atinge muitas pessoas no país. Existe sempre uma resistência, mas eu acho que é um trabalho de formiguinha que não pode parar”, disse Lídia.

 

Fumante por mais de 30 anos, Waltônio Cirino dos Santos, de 73 anos de idade, acha que fez muito bem em parar de fumar quando tinha 50 anos. “Eu deixei de fumar e não tenho nem saudade. Joguei o maço de cigarro fora, eu fumava dois maços de cigarro sem filtro por dia, e parei”, contou Santos.

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